sábado, 27 de junho de 2009

Breve crônica domingueira


Bem, no sábado à tarde, por volta das 14 horas, saí para almoçar. A Gaúcha não tinha mais almoço e a solução foi comer um pastel com café ali antiga Padaria Sorriso. Fiquei até por volta das 6 horas da manhã dando os retoques finais numa metodologia que estou fazendo. Ainda assisti ao filme Vítimas da Guerra, aliás, excelente filme e depois fui dormir. Acordo quase 2 horas da tarde e com fome.

Já no caminho, ao chegar na Padaria, encontro meu amigo Sérgio Bueno e gosto muito de trocar idéias com esse colega de imprensa, bacharelando em direito e uma mente privilegiada, sempre sabe as últimas dos bastidores dos bastidores dos bastidores. Ele é incrível. Apenas ouço o que ele me conta e guardo tudo comigo.

Mal iniciamos a conversa, o Leonardo Rosado, que soube que eu estava lá, não se conteve, eufórico com a decisão do Juiz Rafael, grande juiz, espera amarguradamente por uma decisão envolvendo sua Unistalda. A conversa ficou boa e melhor. Dizem que o Ribeirinho pisou na bola com o juiz e têm hipóteses para todos os lados. Conversa vai e conversa vem, chega o amigo Rogério Anése, agora Doutor em Economia pela UFRGS, professor do ICEFET e ex-da URI. Conversamos sobre a sucessão. Mais paixões afloraram. Noto que ele gosta muito de Dona Aida, eu demonstro meu descontentamento, digo que farei qualquer coisa para impedir esse desastre. Todos riem. Nada contra, eu só acho que Dona Aida e Rosani pensam iguais e eu não quero isso para minha cidade.

Anése me assusta mais e diz que Sandra Oliveira será diretora acadêmica da Dona Aida...eu tremo. Conversa vai e conversa vem, o telefone toca, é o Ruy. “Onde é que tu ta”? Explico que estou tomando café preto com pastéis e torta de chocolate. A conversa engrossa. Ruy chega com a amável Maristela e as elucubrações se ampliam. Aí a conversa toma um vulto maior. Ruy acha que Tarso será vice de Rigotto. Eu juro que ele está brincando e Maristela também balança a cabeça visivelmente contrariada. Um assunto emenda no outro e quando vejo são 17 horas. Três horas se passaram, que horas que passam rápido em meio a um bom papo e conversas agrádaveis. Cada um segue seu destino, eu vou até a locadora, pego meu filme reservado e venho para casa, termino meu sábado e com ele, finalmente, a metodologia está pronta.


A Lizi está quase sempre no telefone, sozinha, preocupada, medindo e contando árvores por satélite. Finalmente, à noite. Os telejornais só falam em Mickel Jackson, e agora descobriram uma sala secreta no senado. Só faltava essa e o arsenal da Folha de São Paulo parece não ter fim. Tarde da noite, ainda no sábado, faço um CUP Noodles, aqueles copinhos da galinha caipira, no micro. Dá uma sede danada e fico tomando água com limão. Corro a TV de canal em canal e quando a TV Senado não está com programação ao vivo, meu canal é a TV Escola, me conformo. Leio sobre os narcisismos locais e confirmo com a moça da Editora que estarei segunda-feira, de manhã,em Santa Maria. Meu livro já está sendo rodado, e deve estar pronto em 15 ou 20dias. Penso na peregrinação que terei pela frente, fico preocupado, ansioso, tenso, e tento metabolizar tudo sozinho.

Não posso dividir nada com a Lizi que está lá, sobrecarregada. Procuro relaxar ao máximo, curtindo Mozart ao piano em Sonata in C menor. A música alimenta minha alma tanto quanto as sopinhas de galinha caipira alimentam meu corpo.

Ganhei 4 comprimidinhos azuis da Dra. Sônia Nicola. Confusão. Uma pessoa muito importante da sociedade veio até minha casa, por motivos profissionais, à noite, e observou os 4 comprimidinhos sobre o meu birot. Não falou nada, mas falou com um olhaaaarrrrr. Aí não me contive e expliquei que era DORMONID, 15 mg, para aplacar a ansiedade e ajudar-me a dormir nesses dias frios e solitários. Meu amigo riu. E exclamou: mas eu não disse nada!!!

Ao meio dia desse domingo, grande churrasco na minha casa, com direito a convidar os vizinhos. Mas isso é outro assunto e tenho que acordar dedo para curtir Ruy Gessinger na Rádio Gaúcha. E curtir o churrasco.