Eu sou um sujeito invocado. Odeio ler jornais com atenção, senão fico cheio de dúvidas. E quando tenho dúvidas, coloco-as para fora. Até parece que eu peguei no pé do PDT, mas não, lá no fundão da minha alma sou trabalhista e gosto muito do Cleudo, gosto mesmo. Mas não entendi mesmo o que o Afonso Motta entende por legitimidade. Vejamos o que ele diz no início de sua coluna semanal no Folha:
"O que as Pesquisas tem demonstrado de apoio expressivo ao Presidente Lula, retratam o reconhecimento de uma parcela expressiva da população pelos programas sociais, especialmente o bolsa-família e as demais ações de ampliação de renda e inclusão. Entretanto, mesmo que a aprovação fosse unânime, faltaria legitimidade ao Presidente para um terceiro mandato, porque se trata de alterar as regras do nosso sistema democrático presidencialista..."
Primeiro, estranho quem se diz getulista vir com esse papo. Getúlio Vargas ascendeu ao poder com a revolução de 1930 e ficou no poder até 1945. Na primeira fase, ficou 15 anos. Com direito a golpes, ditadura, assassinatos, prisões e torturas.
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Segundo, os altos índices de aprovação do presidente Lula não podem ser creditados apenas ao bolsa família e programas de ampliação de renda e inclusão. Mesmo que fosse só isso, isso já bastaria para demonstrar o comprometimento de quem é trabalhista e comprometido com os trabalhadores. O que Afonso quer, inclusão dos criadores de cavalos e defensores das papeleiras?
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Terceiro, sinceramente, sinceramente, o que é que o Afonso Motta pensa sobre legitimidade? As próprias pesquisas, onde Lula bate cifras estratosféricas de 82% de aprovação, 92% só no nordeste, dão mais que legitimidade. O artigo tem uma contradição cruel. As próprias pesquisas, meus amigos trabalhistas, dão a legitimidade. É um discurso prá lá de tucano esse que os trabalhistas locais andam aplicando em nossa população.
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O terceiro mandato é Dilma e não Serra. Legitimidade sobra ao Presidente Lula. Uma lástima que ele não queira.
NOTA: Dá-lhes Fábio Monteiro.