
Eu vi algo mais na morte de Celso Pitta. Desde que foi prefeito de São Paulo e caiu em desgraça familiar, enfrentou as bombas lançadas por Nicéia Pitta - sua esposa -, viveu momentos de profunda depressão, desencanto e denúncias de corrupção e malversação de recursos públicos.
Certamente, o estado de espírito negativo agravou a doença. A desgraça familiar e as denúncias, somaram-se. A loira belíssima com quem jantava em Paris abandonou-o. E a imagem negativa perante a opinião pública deve ter ampliado seu desgosto pessoal.
Ascendeu e morreu pela mão de Paulo Maluf. Foi tão meteórico para subir quanto para cair.
Por ter se contagiado tanto, talvez Pitta não fosse tão podre quanto era pintado pela imprensa.
Aos 63 anos, morre precocemente. Escreu um melancólico capítulo na história política nacional. Será lembrado como um político corrupto.