domingo, 23 de agosto de 2009

Começo enfadonho de semana

Quem via, do interior, os portoalegrenses iam comparecer em massa na votação plebiscitária auscultativa sobre construções residenciais no não na área do Estaleiro Só. A mobilização das empreiteiras e do grande capital, puxados pela direita mesquinha, foi um fiasco. A rejeição ao projeto venceu por 18.212 votos contra 4.362 votos.

Mas, se por um lado, a votação no SIM foi pífia, o comparecimento dos cidadãos e cidadãs às urnas foi o maior desencanto. É claro que mesmo assim, com baixo comparecimento, a presença do NÃO foi marcante. Agora, elles vão dizer que foram os militantes de esquerda que foram votar e que as “pessoas de bem” ficaram acomodadas; escrevam. Pessoas de bem são os insensatos do progresso a qualquer preço, que nem estão aí para o meio ambiente e para a natureza. Agora, as construtoras vão levantar prédios comerciais e ninguém vai poder morar lá. Tanta coisa por nada.

Bem, eu andei sabendo que a governadora Yeda pode mesmo renunciar em março para concorrer à deputada federal. Que saída, sai antes de ser apeada e com uma bela desculpa.

Em Santiago, tudo parado. Mais parado que água de poço. O jornal do PDT, que poderia ser um grande estrago nas hostes da situação, ainda não apareceu. Eu, pelo menos, ainda não o vi. Mas não vi repercussão nenhuma. Nem nos blogs, nem nos bastidores, nem nas ligações telefônicas.

Aliás, parece que nossas blogosfera está perdendo força mesmo. Não fosse o Rafael Nemitz e o Leonardo Rosado (em menor grau) o final de semana sequer teria existido. E não vale por desculpas no frio. E, é claro, o Ruy Gessinger – faço sol ou faça chuva – ta ali dando de 10 na gurizada, embora seu blog tenha abragência estadual e não seja voltado às questões locais.

Surgiu um movimento forte dentro do PP pedindo para que Bianchini não renuncie e cumpra os 2 anos do seu mandato.

A semana começa em Santiago paralisada pela crise e adormecida politicamente.