Quem via, do interior, os portoalegrenses iam comparecer em massa na votação plebiscitária auscultativa sobre construções residenciais no não na área do Estaleiro Só. A mobilização das empreiteiras e do grande capital, puxados pela direita mesquinha, foi um fiasco. A rejeição ao projeto venceu por 18.212 votos contra 4.362 votos.
Mas, se por um lado, a votação no SIM foi pífia, o comparecimento dos cidadãos e cidadãs às urnas foi o maior desencanto. É claro que mesmo assim, com baixo comparecimento, a presença do NÃO foi marcante. Agora, elles vão dizer que foram os militantes de esquerda que foram votar e que as “pessoas de bem” ficaram acomodadas; escrevam. Pessoas de bem são os insensatos do progresso a qualquer preço, que nem estão aí para o meio ambiente e para a natureza. Agora, as construtoras vão levantar prédios comerciais e ninguém vai poder morar lá. Tanta coisa por nada.
Bem, eu andei sabendo que a governadora Yeda pode mesmo renunciar em março para concorrer à deputada federal. Que saída, sai antes de ser apeada e com uma bela desculpa.
Em Santiago, tudo parado. Mais parado que água de poço. O jornal do PDT, que poderia ser um grande estrago nas hostes da situação, ainda não apareceu. Eu, pelo menos, ainda não o vi. Mas não vi repercussão nenhuma. Nem nos blogs, nem nos bastidores, nem nas ligações telefônicas.
Aliás, parece que nossas blogosfera está perdendo força mesmo. Não fosse o Rafael Nemitz e o Leonardo Rosado (em menor grau) o final de semana sequer teria existido. E não vale por desculpas no frio. E, é claro, o Ruy Gessinger – faço sol ou faça chuva – ta ali dando de 10 na gurizada, embora seu blog tenha abragência estadual e não seja voltado às questões locais.
Surgiu um movimento forte dentro do PP pedindo para que Bianchini não renuncie e cumpra os 2 anos do seu mandato.
A semana começa em Santiago paralisada pela crise e adormecida politicamente.