O prefeito Moisés declarou e seu advogado sustenta até hoje, que se elegeu gastando R$ 300,30 em dinheiro e recebeu uma doação de papel da Aracruz de R$ 2.271,00. Essa cifra, por si só, deve ter chamado a atenção dos competentíssimos técnicos do TRE local. Assim, ao analisar e confrontar as contas dele e as informações oferecidas por fornecedores de material de campanha, o cartório descobriu gastos de quase 10 vezes o valor que o prefeito tinha declarado. Ou seja, 90% de "caixa 2", aproximadamente.
Esta prestação de contas dele está até hoje no site do TSE, a disposição de qualquer eleitor. O que eu tenho estranhado, é que todo mundo se surpreendeu com a cassação, mas a exceção do Jornal Folha, ninguém comentou este valor "econômico" de campanha.
A pergunta que os técnicos do Cartório e do Juiz Rafael Peixoto deve ter sido essa: não é surpreendente se eleger gastando só isso? E, como é claro que ele gstou mais... Por que ninguém pergunta ao prefeito Moises quanto ele gastou em sua campanha efetivamente? A população tem o direito de saber quanto ele gastou e porque foi cassado.
Para os leitores do blog terem uma idéia, façam uma comparação com os valores aproximados de gastos em campanha declarados pelos prefeitos eleitos da Zona Eleitoral 44.
Ruivo (Santiago) - Declarou aproximadamente R$ 128.000,00
Ione (Itacurubi) R$ 36.000,00
Froner (Cipó) R$ 32.0000,00
Moisés (Unistalda) R$ 2.571,30 (Contando que R$ 2.271,00 foi doação de papel e R$ 20.30 de taxas bancárias e somente uma única NF de R$ 280,00 de combustível).
Isso ninguém está comentando.
Quanto ao prazo para julgamento do Recurso,no TRE, deverá ser de 2 a 3 meses, que foi o prazo médio de julgamento de casos similares.
Assim, confirmada a sentença do Juiz Rafael Peixoto, daqui a 2 ou 3 meses, teremos eleiçoes em Unistalda em outubro ou novembro deste ano.