sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Em dezembro de 2010 todas nossas dúvidas atuais serão convertidas em respostas

Hoje pensei que em dezembro de 2010 todas essas dúvidas que nos assaltam estarão respondidas. Da sucessão presidencial, ao imbróglio do PP em Santiago, entre Chicão e Marco, da sucessão da URI, da crise e da gripe.

Passavam das 5 horas da madrugada e ainda encontrei tempo de assistir o primeiro telejornal da manhã no STB, no dia de ontem. Foi meu momento de relaxamento, depois de leituras intermitentes, com o ouvido na TV Senado, que começaram às 21 horas. É engraçado, mas ler e estudar não me cansa. Paro, por necessidade de compatibilizar a razão com uma vida normal e o fingimento de um padrão aceitável de conduta social. É claro, numa sociedade onde os comportamentos são padronizados, sinto-me quase um excluído. Mas contrariando David Cooper vou seguindo.

A Lizi, embora em Erechim, graças ao MSN passa ligada comigo, acho que a solidão fica menos branda na era digital. A confusão do adiamento das aulas no mestrado, as cadeiras cumulativas, tudo alterado. Mas ela está bem e vai levando.

Não durmo mais que 3 horas; fico observando o G1 o tempo todo, em busca das novidades. As notícias de TV são sempre velhas para quem fica on line. Imagino, então, os nossos jornais papel. Não sem razão, as revistas semanais buscaram um estilo próprio, explorando certo temas, primando pelo ineditismo, matérias longas e consistentes...e colunistas que provoquem os leitores, estilo Diogo Mainardi.

Assim, logo pela manhã, busco saber o que acontece em Santiago. Reviro os blogs locais. O Diogo está lá, atualizado, a Nívia veio com essa notícia do lobo-guará e imediatamente mandei-a para a Lizi. Mas nossa blogosfera anda mesmo lenta. A crise não tem gerado notícias e essa do Bianchini já ficou velha. É claro que a área policial é um prato cheio, mas, mas, mas.

Nunca gostei de ser pautado, por isso evito até a indução das notícias, embora isso nem sempre seja possível.

Mas, afinal, hoje é 28 de agosto, última sexta-feira do mês oitavo do ano. Entramos no nono e estamos em reta final. 2009 é um ano atípico em nossas vidas em quase todos os sentidos. No futuro, lembraremos tudo pelo pavor da gripe, pelo aguçamento da crise, pelo primeiro ano do governo Ruivo, pela crise de Yeda e a denuncia de corrupção feita pela MPF, pelo ano em que o PT perdeu Flávio Arns e Marina Silva e se abraçou com Sarney, Collor e Calheiros. Lá em dezembro de 2010, depois de transcorridas as eleições presidenciais, teremos uma visão mais rica e privilegiada de tudo. E os fatos darão à prova política irrefutável de tudo.

Por outro lado, é bom termos presente que em outubro sairá a definição da vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do nosso Estado, pleiteada pelo deputado santiaguense Marco Peixoto. Se ele for, Chicão concorrerá a deputado estadual e acenderá uma paixão fantástica em Santiago e região. Fico olhando quantos carros adesivados com o seu nome. Noto como as pessoas amam Chicão e se sentem representadas por ele. Se acontecer essa candidatura, será sem dúvidas um motivo empolgador em nossa cidade.

Em dezembro de 2010 todas essas dúvidas serão dirimidas. Até lá, quem viver, verá e conjeturará. Talvez assistamos Clovis Brum como Reitor da URI. E Bianchini talvez decida ficar por mais dois anos na presidência da câmara. De 2010 a 2012.

Talvez, talvez. Eu tenho agora mais uma cadelinha de rua dormindo na porta da minha casa. Sei lá, acho que os cachorros entendem que sou socialista. Por isso, compro ração, acolho-os e fico imaginando onde estarão todos em dezembro de 2010. É uma bela pergunta. É uma crônica inacabada.