sábado, 14 de novembro de 2009

Sobre a Nobreza de Ruy Gessinger


Quinta-feira à tarde, buscando uma dica jurídica, fui até a casa do amigo Ruy Gessinger. Acabei ouvindo dele as palavras mais sábias que já ouvi nos últimos tempos. Alheio ao propósito inicial da visita, iniciamos uma reflexão conjunta sobre o sentido da vida, à forma de encarar o dia-a-dia, a sociedade e à condição paterna

Eu julgo o Ruy um dos homens mais sábios que conheço. Ele mescla erudição com sensatez, coisa rara em nossos dias e própria dos Nobres; e por isso mesmo tocou numa ferida que me angustiava ao falar na idade de ser pai, na beleza da maturidade e na alegria de viver bem ao lado de quem se ama.

A espiritualidade, dosada pela sabedoria e a razão, fazem de Ruy – nos meus vaticínios – uma espécie de ser superior. Não fosse assim, não teria saído de sua casa tão renovado de alegria, de satisfação e de euforia.

Ruy falou-me de si próprio, do seu filho Rudolf e do seu estágio de vida, tudo ilustrado com os resultados de um recente chek cap que realizou nos últimos dias.

Poucas pessoas me impressionam com seus exemplos de vida. Não olho para o Ruy pela materialidade, pois sei bem que ele é um homem de posses tão desapegado quanto eu que nada tenho. O que me faz ver nele um exemplo de sabedoria é o âmago da espiritualidade, da sensatez e da prudência que emergem de sua alma. Confesso que extraí uma lição muito grande de suas palavras. Todo o diálogo, teve o efeito mágico de afastar a angústia de minha alma, posto que desde que a Lizi descobriu-se grávida, vivi momentos de inquietações e até algumas perturbações em face de minha idade e a dela.

Minha campanha eleitoral, embora fracassada em termos eleitorais, rendeu-me amizades que valem fortunas. Nela, conheci o Ruy, a Marta Marchiori, e outras tantas pessoas que – hoje – povoam meu círculo de amizades. Entendo bem as voltas da vida, os altos e os baixos, as idas e as vindas. Hoje, parei em meio ao temporal, abri a porta, vi a chuva caindo, a fúria dos trovões, e sorri feliz, satisfeito e realizado ... por tudo, pela vida, pela compreensão que tenho dos fatos sociais, pela saúde, por ser como eu sou, pelos amigos que tenho e pelos sábios com os quais posso conversar, receber palavras sábias e delas extrair lições.