O ex-prefeito de Porto Alegre e atual ministro da Justiça, Tarso Genro (PT), e o atual prefeito da capital gaúcha José Fogaça (PDMB) empatam na preferência dos moradores do Rio Grande do Sul para ocupar o cargo de próximo governador, a ser decidido nas eleições de 2010. O empate é mostrado pela última pesquisa Datafolha, que ouviu 1.053 pessoas de 16 anos ou mais, entre os dias 14 e 18 de dezembro de 2009. A margem de erro para o total da amostra é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
O Datafolha apresentou dois cenários de candidatos aos entrevistados, com a inclusão dos nomes Tarso Genro e de José Fogaça em ambos.
No primeiro, incluído também o nome da atual governadora Yeda Crusius (PSDB), o ex-prefeito e o atual empatam com idênticos 30% das citações, eliminando a diferença de seis pontos percentuais verificada em pesquisa de maio desse ano, quando Tarso alcançou 34% e Fogaça, 28%.
Distante dos dois principais adversários, Beto Albuquerque (PSB) consegue 7% e a atual governadora, 5%. Foram ainda citados Pedro Ruas (PSOL) e Paulo Feijó (DEM), cada um com 1%. Declaram intenção de votar em branco ou nulo 6%, e 20% não souberam posicionar-se diante desse cenário, seis pontos percentuais acima do observado em maio de 2009.
No segundo cenário investigado pelo Datafolha, sem Yeda Crusius, novamente o ex-prefeito Tarso Genro e o atual José Fogaça atingem preferência idêntica entre os moradores do Rio Grande do Sul: 31%, cada. Como no primeiro cenário, também não há mais diferença entre os dois adversários, como apresentava a pesquisa de maio de 2009, em que Tarso obteve 36%, e Fogaça, 29%.
Beto Albuquerque vem em seguida com 8% (oscilação de três pontos percentuais em relação à pesquisa anterior), Pedro Ruas e Paulo Feijó novamente apresentam 1% cada um. Apontam voto branco ou nulo 7% dos entrevistados, enquanto 21%, seis pontos percentuais a mais do verificado em maio, mostram-se indecisos.
Nas duas hipóteses testadas pelo Datafolha, José Fogaça tem melhor desempenho entre os moradores da região metropolitana, incluída a capital do Estado, com taxas de 35% e 36%, além de se destacar entre os que têm acima de 45 anos (variação de 34% a 41% de preferência), ficar acima da média entre os mais ricos (36%), e chegar a 64% entre os simpatizantes de seu partido, o PMDB.
Já Tarso Genro é preferido, principalmente, entre os gaúchos que vivem no interior do Estado (33% e 34% nos dois cenários), entre os que têm entre 25 e 34 anos (36%), fica acima da média entre os mais escolarizados no primeiro cenário testado (37%), e entre os mais ricos na segunda situação (35%). Além desses estratos, Tarso Genro alcança 61%, em média, entre os simpatizantes do PT.
Questionados em quem pretendem votar para governador do Rio Grande do Sul em 2010, sem cartão com os nomes dos candidatos, 72% declaram não saber. Essa parcela é cinco pontos percentuais acima da observada na pesquisa de maio (67%). Na intenção de voto espontânea, José Fogaça confirma seu crescimento na preferência dos gaúchos, passando de 3% obtido há sete meses, para 7% agora, enquanto Tarso Genro mantém-se estável, com 6%, ante 5% atingido anteriormente.
Outros 3% citam Yeda Crusius, enquanto Olívio Dutra, ex-governador do Estado pelo PT e Beto Albuquerque foram lembrados, cada um, por 1%. Outras menções somam 5%, e votos brancos e nulos, 4%. (FONTE DATA FOLHA).