É muito grande o desconforto do PP em relação ao vereador Bianchini. Embora ainda não estejam assumindo publicamente, importantes lideranças pepistas não escondem sua insatisfação com o fato de Bianchini não ter renunciado. A situação é delicadíssima. Os embates Bianchini e Pelé (líder do governo) passam uma imagem ruim para a população. (falam até em sorte por não ter uma imprensa local crítica, por que o caso por si só é um escândalo e se fosse explorado, seria um caos). O tiroteio particular de Bianchini contra os Peixotos, todos pepistas, tem causado incontáveis dúvidas. Ninguém tem coragem de cobrar uma outra posição do vereador Bianchini pois temem pelo pior.
Pairam dúvidas sobre a secretaria da mesa, então ocupada por Mara Rebelo. O temor de que Bianchini nomeie ad hoc alguém da oposição apavora os líderes pepistas. Há quem ja fale em caso perdido.
O PSDB está achando tudo lindo, mas odiando o peso da crítica de Bianchini contra a governadora tucana. Já o PMDB, é o que melhor capitaliza o enfrentamento e a posição crítica do vereador.
A confusão aumenta na medida em que o PP pode precisar de 7 votos para aprovar as contas de Chicão na câmara. Curiosamente, Bianchini é o elo, pois vem defendendo com austúcia a unidade em torno de uma candidatura local, leia-se Chicão, ao que Diniz Cogo, presidente do PMDB, não diz não. É a união da fome com a vontade de comer.
Bianchini, apesar de tudo, é Chicão até o último fio de cabelo. Tem uma imagem de retidão e honestidade que pesam muito. Mas sua independência e autonomia assustam.
O outro lado de tudo, é que tucanos locais, PSDB, e os Peixotos, PP, andam de amores como nunca visto. Vão todos marchar juntos com a candidatura Yeda ao governo do Estado. Envergonhados, mas cínicos, seguem o baile das conveniências.