sábado, 26 de dezembro de 2009

Perguntar não ofende

Não sei se alguém consegue imaginar o futuro da oposição santiaguense. O que acontecerá no pleito de 2012? E no de 2016 e no de 2020?

Existem indícios de que a oposição estará à altura de concorrer com o bloco hegemônico do município, o PP?

Afinal, por que é que Santiago não consegue se modernizar e conceber um pólo oposicionista, do campo popular, como se vê – quase como regra – nas médias e grandes cidades com universidades?

Alguém sabe ler essa situação política do município, analisando os 2 lados?

Por que é que o PP – a despeito de ser um partido de direita, assentado no clientelismo, no patrimonialismo, oriundo de fortes estruturas agrárias arcaicas, consegue metamorfosear-se a cada pleito, incorporando discursos modernos e apresentando-se sempre como alternativa ao eleitorado, que, sistematicamente, responde positivamente, votando nesse?

Por que é que a oposição não consegue uma aliança tática com os setores mais avançados da sociedade, nem com os formadores de opinião e nem com a parcela esquerda da academia local?

Falta o que a oposição? Movimentos socais urbanos engajados? Mais proletariado urbano?

Onde está a base teórica e a fundamentação de um discurso oposicionista local?

Que estudos a oposição tem sobre o comportamento das classes sociais em Santiago?

Aliás, por que é que quanto mais pobres às classes sociais, mais PP elas são, invertendo totalmente a lógica da luta de classes e da ciência política?

Ta certo, perguntar não ofende.