sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

2010, um ano que promete

Essa é minha primeira postagem nesse ano de 2010. Um ano que será decisivo e fundamental em nossas vidas. Da decisão que tomarmos na eleição presidencial, muitas coisas afetas ao nosso cotidiano. Da educação à saúde, da habitação aos transportes. Em suma, tudo é política e nisso, 2010, será um ano farto.

Na mesa, muitas discussões, teses, idéias.

2010 será o ano em que vamos escolher o nosso futuro presidente, o governador do nosso Estado, e - é claro - no bojo das eleições proporcionais - uma outra grande discussão subjacente: a candidatura do nosso ex-prefeito José Francisco Gorski, popularíssimo Chicão, que concorre a deputado estadual pelo PP.

2010 será marcado por grandes embates e confronto de teses. Logo, logo, a coisa incendeia.

Também, existem grandes expectativas no campo econômico. A recuperação da economia nacional é indicativo de momentos promissores. Do setor habitacional às políticas facilitadas para aquisição de automóveis, motos e a linha branca de eletrodomésticos. Muitos sonhos vão se concretizar.

Esperanças. Agora que tudo virou, a esperança já está incorporado ao nosso dia-a-dia. Agora não é mais passagem, agora não é mais uma rodada de esperança. Agora, a vida é real, agora é encarnação na luta, produção do desafio e construção das buscas.

Essa é a primeira postagem santiaguense nesse dia primeiro de 2010. Significa que em 2010 estarei sempre a postos, especialmente nos momentos decisivos de nossas vidas. Tudo começa hoje e lá, quando chegar 31 de dezembro de 2010, vou olhar para trás e dizer: mais um ano, valeu a pena.

Não tenho o condão mágico para saber o destino das coisas e nem do trajeto de minha vida. Mas traço vagas linhas no horizonte. Pode ser que nada seja assim, pode ser que o mágico desconhecido mundo do vir-a-ser não seja assim tão formal e mecânico. Mas, pelo menos, torço pelo sonho.

Começo, pois, hoje. Começemos, pois. Vamos em frente, 2010 já está aí, a realidade chegou. E vamos viver intensamente esse ano, que promete muito.

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Por fim, um registro. Li no post do jovem Historiador Rodrigo Neres, em seu blog A CASA DAS MUSAS, um gentil referência a um texto meu e ao meu modo de escrever, senão vejamos:Certo dia li num jornal que ganhei de um amigo, um texto escrito por ele sobre a arte de tomar sorvete no calçadão e me identifiquei com sua escrita. Até pensei em comentar com ele sobre isso, mas acabei me esquecendo.

Confesso que fiquei muito orgulhoso. Rodrigo refere-se a um texto meu: SANTIAGO DO BOQUEIRÃO, SEUS COMEDORES DE SORVETES QUEM SÃO. Para muitos, seria uma coisa banal, mas confesso que gostei demais, até porque os ditos poetas e escritores locais sabidamente execram-me, tratam-me como se eu não existisse. Outro dia teve um encontro dos escritores do Mercosul, aqui mesmo em Santiago. Uma professora da URI perguntou por que é que eu não tinha ido. Surpresa ela ficou ao saber que nunca fui convidado, a despeito de ter editados 12 livros e escritos 5.

Aliás, está saindo um livro da URCAMP com o selo da minha editora agora em janeiro. Passam a ser 13 livros editados aqui. Isso mesmo, a Universidade Regional da Campanha, lá de Alegrete, mandou editar um livro seu aqui conosco.

Mas entendo essa doença pegajosa... apenas fico triste, porque eu sou uma pessoa muito simples e procuro ajudar a todos que me procuram e prestigiar todos os eventos onde eu sou convidado. Não sei se o problema está em mim ou nos autoritários que não conseguem conviver comigo. No meio disso, é complicado ver essas criaturas pedantes falando em nome da cultura, como parteiras da poesia e da literatura, ao mesmo tempo em que aprisionam a arte aos recônditos dos covis imbecis de suas cabeças autoritárias.

Pessoalmente, pouco me importa o que essa gente faz ou pensa. Mas - em nome de um bem maior, a cultura, confesso que me inquieta a proliferação desses circulos segregacionistas.

Freud explica essas tentativas de assassinatos simbólicos. É uma pena que essas almas sejam tão pequenas.