domingo, 31 de janeiro de 2010

Aguardam-se os desdobramentos

É grande a ansiedade em Santiago com os eventuais desdobramentos da política estadual. A rigor, nem o mais qualificado cacique ousa dizer o rumo que o partido progressista vai tomar em nível estadual. Se ficam com Yeda e participam juntos do naufrágio total, se se jogam no colo de Fogaça ou se aventuram numa terceira via. A primeira hipótese, ficarem com Yeda, tem um custo muito alto, pois pode implicar diretamente na redução da bancada na Assembleia Legislativa. Mas, por outro lado, é difícil desgrudarem-se dos cargos; e tem aqueles – ainda – que falam em “vergonha”. A aliança com Fogaça, seria a condição mais benéfica; a performance da proporcional não seria tão afetada e já estariam nas bocas para eventuais divisões de cargos em caso de vitória. Ademais, todos já sabem que o cociente eleitoral deverá subir, passando dos 45 mil votos.

No epicentro dessas dúvidas, nossa política municipal, tenta respirar. A rigor, ninguém sabe bem para onde vai. Nem Sandro Palma, do PTB, sabe os rumos do seu partido, que tanto pode ficar com Fogaça, quanto Tarso Genro. Sandro é candidatíssimo a deputado estadual e confirmou-me essa intenção depois que especulei. Raciocina que com Zambiasi concorrendo a deputado estadual, o cociente da rabeira cairá significativamente, no que está certo. Sandro espera fazer entre 3 mil e 6 mil votos dentro de Santiago e objetiva superar a votação de Vulmar, na eleição passada, quando concorreu a deputado estadual e fez algo em torno de 3.800 votos. Sandro aterrissou em Alegrete, está cavando espaços em Santa Maria e conta ainda com votações periféricas nas pequenas cidades da região. Almeja bater nos 20 mil votos e lutar na sobra de Zambiasi por uma vaga. Na pior das hipóteses, se credencia para um bom cargo a deputado estadual. Em síntese, foi mais ou menos isso que me relatou.

Diniz Cogo, presidente do PMDB, a rigor, não quer concorrer, mas assegura que o PMDB quer uma candidatura regional, especialmente para não deixar descoberto o Vale do Jaguari. Em seu retorno de Porto Alegre, onde foram de VAN para o aniversário de Simon e para o encontro estadual do Partido, saberemos algo mais sobre seus planos e suas pretensões. Se não for Diniz Cogo o nome escolhido, esse poderá vir de São Francisco de Assis ou de Jaguari, segundo me disse o vereador.

Já Chicão, PP, embora sem a definição do seu Partido, está a mil pela região, especialmente fechando a dobradinha com Heinze e abrindo amplos espaços em áreas onde Marco Peixoto não penetrava. Está certíssimo em seu raciocínio de não ficar adstrito à região. Chicão espera arrancar com vinte mil votos dentro de Santiago e almeja capitalizar outros 30 mil na região, garantindo assim sua vaga na Assembléia Legislativa.

Sabe-se, por óbvios motivos, que essas 3 candidaturas locais é complicadíssimo. Fatalmente, um vai roer a votação do outro e ambos podem sair prejudicados. A ideal é avançar a idéia de um consenso pelo município e sair apenas uma única candidatura, mas não sei se Sandro Palma compreende essa linguagem, eis que seus planos são mais pessoais do que partidários e de compromisso regional. De qualquer forma, não custaria abrir esse diálogo.

O mês de janeiro foi-se. Fevereiro é tão breve quanto o carnaval, é um mês atípico e conhecido como pitoco. Março é aguardado com ansiedade, tudo vai incendiar.

Aguardemos, pois.