quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Há panelinha sim. E-mail ao amigo Alessandro Reiffer

28 Janeiro 2010
Sobre a Casa do Poeta de Santiago: eu não formo panelinhas.

Alessandro Reiffer, em seu blog.
Não sou homem de cobrar nada dos outros. E detesto que cobrem de mim. Os únicos que devem ser cobrados sem tréguas são os políticos, pois em sua maioria são parasitas que vivem e enriquecem à custa do dinheiro, do sofrimento e da ignorância do povo.

Dito isso, não concordo com cobranças para com aqueles que não foram ao Fórum de Literatura promovido pela Casa do Poeta de Santiago, entre outras instituições. Quem não quer ir, não vai, ninguém é obrigado. Eu mesmo não fui em vários eventos ditos literários. Se eu não quero, não vou.

Mas também não concordo com o julgamento do amigo Júlio Prates de que era necessáro convite particular para ir ao evento. O evento era aberto para todo mundo, nunca foi fechado ou eletista como ele afirma. Os convites particulares podem ou não ser enviados nesse caso. Não é algo imprescindível, muito pelo contrário, a maioria das pessoas que foram não receberam convites particulares. Eu, sendo parte da diretoria, não enviei convite para ninguém. Não sei se o presidente, o Pasini, enviou. Se enviou, ele tinha o direito, e eu não tenho nada a ver com isso. O Pasini tem o pensamento dele, e eu, o meu. Eu não o fiz porque julgo que seria uma forma de pressão para com a pessoa, e detesto pressões. Qualquer um era livre para ir ou não. O evento foi divulgado a todos, eu mesmo divulguei em meu blog várias vezes. Não era um lançamento particular de livro, que aí sim necessitaria de convite.

Quem quisesse participar, bastaria chegar ao local, fazer a inscrição, que seria muito bem recebido. E se quisesse vender seus livros ali, era só falar comigo mesmo, eu era o responsável para isso, junto com o Luiz Paulo Milani, outro membro da diretoria. Mas não enviei convites para tanto. A ninguém. Isso era aberto a todos os participantes do evento. Para que convites particulares para um evento que era aberto a toda a sociedade? Isso sim seria eletista.

E não sei por que essa história de que a Casa do Poeta é uma panelinha, se todos podem participar dos cafezinhos literários, e de qualquer outro evento, sem precisar fazer parte da Casa, sem precisar se associar, sem precisar de nada. Basta ir e expor sua opinião, o seu pensamento, o seu sentimento, a sua obra. E se quiser continuar a ir sem se associar, pode fazê-lo. E se quiser se associar, na hora mesmo isso será feito. Liberdade total e absoluta. Falta divulgação dos dias e horários dos cafezinhos? Talvez poderia haver uma divulgação maior por parte da imprensa, pois a divulgação é feita pela internet. Por que a imprensa não divulga? Panelinha é o que ocorre, por exemplo, no jornal Expresso Ilustrado, que possui a coluna Rotação Literária da qual fui proibido de participar pelo chefe do jornal. No entanto, o chefe desse jornal pode, tranquilamente, participar da Casa do Poeta.

Será que não gostam da diretoria da Casa do Poeta? Tudo bem, ninguém é obrigado a gostar dela. Se alguém quiser mudar a diretoria, basta se associar à Casa e compor uma chapa. Qualquer santiaguense pode fazer isso, basta se associar. A associação é muito barata, apenas três reais por mês. Não cobre nem as despesas da Casa. Qualquer um pode se associar, seja escritor ou não. Depois haverá a eleição. E todos os sócios votam. Quem não vai é porque não quer, não por falta de conhecimento, ou por qualquer outro impedimento. E se ainda não tinha conhecimento, agora está tendo. E se não quer ir, não serei eu que irei pressionar a fazê-lo. Nunca o farei.
Não posso admitir que afirmem que faço parte de uma panelinha. Detesto panelinhas, e sempre lutei contra elas. Lutei, sozinho diga-se de passagem, contra a panelinha formada pelo Oracy Dornelles e seus sequazes em torno da literatura em Santiago. Não será agora que formarei uma panelinha, ou que contribuirei para que ela se forme. Apenas não sou uma pessoa de andar atrás dos outros para que façam isso ou aquilo. Se alguém quiser participar da Casa do Poeta, de minha parte, será absolutamente muito bem recebido. Quem quer que seja. Inclusive o Oracy. Eu mesmo farei a associação. O convite está feito. Mas se não quiser, eu não irei correr atrás. E ponto final.


POST DE MINHA AUTORIA DO BLOG DE ALESSANDRO REIFFER


Prezado amigo Alessandro, eu nunca soube, em nenhum momento, que se tratava de um evento aberto. Ademais, reclamei -também- como jornalista militante que nunca recebi um e-mail com um release sequer, para divulgar o Evento. Altamente contraditória suas palavras, pois outros veículos de imprensa receberam notícias,releases, convites etc...assim como escritores outros, o que para mim mais reforça a ideia de que se trata sim de PANELINHA. Por que uns, e outros não? E não venha me dizer que não houve envolvimento de recursos públicos, aí vou dizer que vc ou é ingênuo ou está faltando com a Verdade.

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COMENTANDO, AGORA

Bem, eu sequer sabia que os amigos Alessandro Reiffer e Márcio Brasil integravam,juntos,a diretoria da Casa do Poeta, promotora do Evento. Sinceramente, não sabia. Esse post, deixei no blog do Reiffer.

O Reiffer, trata-se de uma pessoa que eu admiro muito, assim como o Márcio Brasil (não sou cínico, se isso não fosse verdade, não diria). Agora, ambos estão querendo escamotear uma realidade que salta os olhos: Pouquíssimos escritores e poetas aqui de Santiago participaram do evento. E a perguntinha que não quer calar? Por que houve tão pouca participação dos poetas e escritores locais?

Sei lá, acho que o Reiffer e o Márcio são pessoas inteligentes e deviam compreender que algo está errado nisso tudo. Márcio, que é da diretoria, cobrou a ausência do pessoal do metier. Eu, como sou editor de livros registrado na Biblioteca Nacional, talvez o único de Santiago com prefixo editorial na Agência Brasileira do ISBN sob n° 908225, como sou escritor e autor de 5 livros, como sou jornalista, justifiquei ao Márcio Brasil minha ausência em face de não ter sido convidado (nem como jornalista para divulgar o evento).

Agora, existe uma situação que antecede a outra. Reiffer sustenta que o evento era aberto e que tudo é aberto. Ora, ora, ora, estou sabendo disso agora. Se se forma uma sociedade, com conjunção literária e poética, não se dá ciência à sociedade de quem figura como integrantes do quadro social, ninguém sabe nada sobre os estatutos da tal sociedade, nada se sabe e, de repente, quando essa mesma sociedade é cobrada pela prática discriminatória de convidar alguns e excluir outros, se saca o discurso de que tudo é aberto e que qualquer um pode participar e que qualquer um poderia ter participado, é quase um convite por osmose. Eu não sou soluto e nem a casa dos poetas é solvente.

Imaginem eu chegar numa reunião da diretoria do Cruzeiro Esporte Clube, do Círculo Militar, enfim, chegar numa reunião de diretoria e ir me enfiando...sem ser convidado. Custo a acreditar que o Reiffer pense realmente assim. O mínimo que a civilidade e o protocolo das regras sociais exigem é o convite, formal ou informal, para a participação em um evento. O próprio carnaval de rua, que é realmente público e aberto, eu recebo convites para todas as reuniões prévias para divulgação e outros assuntos.

Repito, fiquei sabendo disso agora. Logo, esse discurso só serve para justificar a prática adotada de privilegiar uns e discriminar outros. Aliás, contra o que todos nós nos insurgimos. Não adianta imaginar que as pessoas íam adivinhar que os convites e as participações eram abertas.

Por fim, quanho há pedidos para políticos, como os que foram feitos em Santiago pela tal sociedade que Reiffer e Márcio Brasil fazem parte, quando envolvem recursos públicos, mesmo que sejam pessoal, viaturas e estruturas, não se pode ofuscar à necessidade de publicidade e transparência.