Noticia o correio do povo, hoje, que o especialista em pontes Marcelo Rozemberg, a convite do Domingo Espetacular, da TV Record, calculou que a força da água que atingiu os três vãos da ponte sobre o rio Jacuí foi de pelo menos 700 toneladas. É como se 15 carretas forçassem a lateral da ponte até derrubar os pilares que sustentam a obra rodoviária.
"As pontes são calculadas para resistir a um esforço de vento naturalmente. Agora, quando você tem uma cheia que vai agir de forma semelhante ao vento sobre a parede lateral da ponte, essa força é até 50 vezes maior que a força do vento", explicou Rozemberg.
O diretor-geral do Departamento de Estradas Autônomas de Rodagem (Daer), Vicente Paulo Pereira, culpa justamente as forças das águas pelo incidente com a ponte. De acordo com ele, o projeto não foi feito para suportar o impacto causado pela cheia do rio Jacuí causada pelas chuvas fortes que atingiram a região dias antes. "Em principio, se realmente a água bateu nas vigas esse esforço é muito forte, o projeto não foi feito pra isso e possivelmente pode ter sido pelas condições pluviométricas que ocorreram fora do padrão de projeto", disse.
-
Problema parecido está ocorrendo com às construções de casas em nossa região. São projetadas, a grande maioria, digamos 75% delas, para resistirem ventos de até 130 km/hora. Ocorre que os ventos estão aumentando substancialmente. Imaginemos ventos de 150 km/hora aqui em Santiago, que estrago. Pois nada disso é descartado e nada disso é desprezível.
O dia em que as rajadas foram maiores, e a crescente é uma tendência, com certeza teremos tragédias ainda maiores.