Eu tenho um amigo que é blogueiro. Esse amigo foi numa noitada de carnaval e perdeu seu telefone celular. Indignado, escreveu no próprio blog sobre a perda.
Casualmente, já sabia de tudo.
Um dia antes do anúncio, encontrei sua esposa, no Mercado, e ela contou-me que o jovem amigo tinha chegado em casa um tanto alegre, com problemas de fígado devido excessos de frios e salgadinhos (e outras misturas líquidas). Em tempo: sua democrática esposa, que não gosta de carnaval, não se implica que ele vá sozinho.
Como tudo era festa, alegria e alegorias, embalos à esquerda e à direita, teria inclusive perdido o celular na folia.
Ontem à tarde, sentando em meu birot, raciocinando sobre um esquema confuso de Spinoza, meu telefone toca. É o velho jovem amigo.
Pergunto: - é aí, encontrou o celular?
- NÃO, eu não tinha perdido. Ele tava caído, aqui em casa mesmo.
Pensei comigo, "que mico".
O que não faz um bom carnaval da prefeitura.
É claro, não vou revelar nomes. Só vou contar que hoje à noite vou saborear um peixe na casa desse amigo, que está proibido de tomar cervejas. O que sua esposa tem de democrática, tem de positiva e agora lhe proibiu de ingerir cervejas por 30 dias.