Eu morro e não vejo tudo. Certas pessoas vão morrer de velhas e justificando suas mentiras...pior que isso, acreditando nas suas próprias mentiras. E quando a sociedade tenta abrir um debate em defesa da transparência dos atos que exigem transparência, sacam o discurso de vítimas e acusam quem fala a verdade de "caluniadores".
Essa banda da sociedade está podre. Os juízos e valores estão invertidos. O conjunto da sociedade santiaguense é espoliado em todos os cantos e os espoliadores ainda exigem aplausos e que lhes beijem pés e mãos. Eu jamais vou beijar mão de manipuladoras e manipuladores.
Minha vida é totalmente aberta, já foi vasculhada dezenas de vezes e até os que a vasculharam hoje são meus amigos...caíram na real. Eu só me posiciono a partir de minha convicção pessoal e jamais por pressão, por dinheiro ou qualquer outro valor. Eu não tenho preço. A casa onde moro, o valor que a Lizi paga pela prestação mensal, o carro que eu ando...tudo, tudo, tudo é absolutamente transparente. E desafio a provarem em contrário.
Agora, certas pessoas que espoliam a sociedade santiaguense, dessas já não se pode dizer o mesmo. Suas vidas e seus atos não resistem nem meia hora de investigação, salta podre para tudo que é lado. Como grassa a omissão, as poucas vozes que ainda clamam por ética e moralidade...são submetidas a um fuzilamento verborrágico, um linchamento, como se propor decência e transparência fosse crime e não o contrário, afinal crime é apossar de bens que deviam ser comuns da sociedade. E são? Engane-se quem quiser, usar os bens da sociedade para fazer trampolins familiares, enganando, lubibriando e jogando com os interesses de toda uma sociedade, isso - sim é criminoso. Nem falo em vergonha, sei lá, eu sou um homem que tenho vergonha, agora como cobrar vergonha de quem não tem? Vira um discurso vazio. Como vazias são as defesas inúteis dos interesses de inescrupuilosos que malversam com a sociedade santiaguense e regional.
Eu moro num dos bairros mais pobres de Santiago e meu carro é um chevette velho, ano 1991. Todo o dinheiro que entra na minha vida é contabilizado, nota por nota, não tenho um centavo de dinheiro sujo ou de origem duvidosa. E tenho muita honra de viver como eu vivo. Mas esses valores ligados a HONRA, que habita minha alma, hipócritas que vivem de manipular as pessoas, jamais conseguirão chegar perto. A grandeza da honra dos valores morais que eu cultuo estão além da VIDA, é um valor tão universal quanto absoluto. Mas repito, como exigir que crápulas saibam o que é HONRA? Cobrar HONRA dessa gente é tão vazio quanto quanto a verborragia sofrível com que constroem parágrafos em defesa dos cinismos de suas vidas.
Mas vejamos que poesia linda de Mauro Duarte e interpretação de Clara Nunes.
LAMA
Pelo curto tempo que você sumiu
Nota-se, aparentemente, que você subiu
Mas, o que eu soube a seu respeito, muito me entristeceu
Ouvi dizer que pra subir você desceu
(Bis)
Todo mundo quer subir, a concepção da vida admite
Ainda mais quando a subida tem o céu como limite
Por isso, não adianta estar no mais alto degrau da fama
Com a moral toda enterrada na lama
Por isso, não adianta estar no mais alto degrau da fama
Com a moral toda enterrada na lama
Pelo curto tempo que você sumiu...
Eu quero viver o suficiente para passar esses valores a minha filha. Vou ensina-la ser justa para com as pessoas e jamais prejudicar um ser humano por causa de dinheiro ou qualquer bem material. Quero que ela saiba - exatamente - o que é HONRA, nem que isso lhe custe a Vida. Mas com HONRA, viver dignamente e jamais ceder em suas convicções.
E vou ensiná-la, também, a jamais dizer o que pensa escondida atrás de um e-mail anônimo.