A tradição assistencialista de Santiago é assentada em bases históricas. De Sílvio Aquino pela situação a Ruben Lang pela oposição. E sei, por relatos orais, que Sílvio Aquino realmente fazia uma política de assistência aos pobres fora dos limites, contudo altamente aceita e plenamente legitimada. Contudo, não me acho em condições de criticar um período de nossa história que desconheço. Some-se a isso, a inexistência de textos analíticos e críticos, afinal não é de hoje que venho questionando a ausência de uma historiografia local. E não vou parar, afinal, chega a ser vergonhoso, uma cidade com uma universidade cujas raízes remontam ao início da década de setenta, e os precários relatos que temos são medíocres. Envergonha-me os debates e fico a me questionar da inutilidade de supostos acadêmicos que nem uma discussão sabem entabular sobre uma tentativa de (re)construção de nossa própria História. Aliás, chega a ser curiosa tal ausência de relatos históricos que nem a própria história do ensino superior em Santiago se consegue ordenar em breves linhas, quando já deveríamos ter estudos completos, teses, análises e confronto de versões. E o que temos? Fotos velhas e alguns jornais velhos ( medíocres, aliás), pois se limitavam a reproduzir o que os outros diziam, não questionando nada, não interpretando nada e não analisando nada.
Assim, voltando ao eixo principal da discussão, a rigor, não temos, aqui na nossa cidade e nem na URI, estudos confiáveis sobre os partidos políticos na primeira república, período compreendido entre a proclamação, em l889, e o início da primeira Era Vargas, em l930. Sabe-se, contudo, que nesse período havia uma forte hegemonia dos partidos republicanos, todos de caráter fortemente estadual. Esse ciclo político-partidário é quebrado no governo Vargas, especialmente, a partir da implantação do Estado Novo, em l937, que se estende até o final da segunda guerra mundial, em l945.
Pois é, justamente a partir desse período, que surgem os grandes partidos políticos no Brasil, especialmente após a promulgação da constituição liberal-democrática de l946. É importante situar esse período da vida partidária do país, pois é a partir daí que fica mais claro o entendimento dos desdobramentos das forças políticas locais, visto que, para entender as raízes da ARENA, já a partir de l964, precisamos situar os atores que migraram desses partidos surgidos a partir de l946, entre eles, o Partido Social Democrático (PSD) e a União Democrática Nacional (UDN). O caso do PTB, a rigor, não se liga com o espectro situacionista. Mas, curiosamente, liga-se o caso do Partido Libertador (PL) que, embora forte e de marcante presença na política gaúcha, não tinha o mesmo caráter nacional da UDN e do PSD.
Para entender o PP atual e essa tentativa de Chicão de rompor com os limites do município, é necessário buscar suas raízes históricas. E notamos, analisando “nossa” parca historiografia e se valendo de relatos pessoais do advogado Valdir Amaral Pinto, o salvador dos historiadores, que, em l947, o Partido Libertador, em coligação com o PTB, elegeu Tito Becom prefeito de Santiago.
O sucessor de Tito Becom foi Sílvio Ferreira Aquino, eleito em l951, impondo significativa derrota ao PL. Sílvio Aquino, a rigor, já houvera sido Prefeito Municipal de Santiago nos idos de 1936 a 1945. E que, curioso observar, a despeito de representar as oligarquias locais, Sílvio Aquino foi mantido no cargo mesmo no duro período de implantação do Estado Novo(l937) e nele permanecendo até seu final, em l945.
Na eleição de l955, em Santiago, o vencedor foi o médico Rubem Machado Lang, ligado ao PTB, que impôs a primeira derrota às forças tradicionais. É conhecida uma divergência local que não aceita a tese de que o PSD e o PTB eram locomotivas no mesmo trem getulista e trabalhista, embora a historiografia dominante no Brasil (cito apenas Hélgio Trindade, Bóris Fausto e Paulo Bonavides) sustente que ambos os partidos foram criados por Getúlio Vargas. Um, mais popular, ligado aos sindicatos e aos movimentos de trabalhadores em forte contraposição ao comunismo, e outro, mais elitizado, representante das oligarquias rurais que se identificava com o getulismo.
Aqui em Santiago, contudo, em l959, o Partido Libertador retoma o comando da Prefeitura Municipal. Coligado com o PSD e com a UDN, elege-se Gumercindo Saraiva.
Se observarmos que, em l963, repete-se a mesma coligação, que elege Hélio Lopes de Bitencourt, integrante do PSD, fica fácil constarmos que estes três partidos, PL, PSD e UDN, tinham uma forte identidade em comum no espectro local. Não sem razão, a composição da ARENA, Aliança Renovadora Nacional, em l966, aqui em Santiago, nasce de uma união desses três partidos.
Segundo relatos do historiador Valdir Amaral Pinto, o primeiro diretório municipal da ARENA foi criado, na nossa cidade, em convenção realizada no dia 09 de maio de l966, às 20 horas, no salão principal da Churrascaria Rancho Alegre, que funcionava no prédio de esquina da Praça Moisés Viana, diagonal ao prédio onde hoje funciona o segundo tabelionato.
O primeiro diretório municipal da ARENA, portanto, surge de um acordo entre os remanescentes do PL, da UDN e do PSD. Saem dos quadros do PSD, para integrar a ARENA, os senhores Heráclito Machado, Pinheiro Salles de Medeiros, José Carlos Jornada de Medeiros e Álvaro Canabarro Tróis. Saem dos quadros do PL os senhores Gumercindo Saraiva, Telmo Beccom, Cláudio Piovesan Camargo, Cypriano Machado Leal e os vereadores Wilson Ernesto Delapieve, Elsie Beccon Saraiva e Venâncio Gonçalves Terra. Saem do PSD os senhores Otaviano Pereira dos Santos, Ireno de Assunção Brum, Guihary Pozo, Gabriel Pires de Freitas e os vereadores Ivo Rodrigues de Mello e Valdir Amaral Pinto.
O primeiro diretório da ARENA foi presidido pelo senhor Otaviano Pereira dos Santos (ex-PSD), para vice-presidente o senhor Gumercindo Saraiva (ex-PL) e para secretário-geral o senhor Valdir Amaral Pinto (ex-PSD).
Na composição do primeiro diretório municipal da ARENA nota-se que os dois cargos de direção mais importantes, a presidência e a secretaria-geral, ficaram para os remanescentes do PSD, sendo que ao PL coube a vice-presidência. A UDN ficou em notória desvantagem, embora vamos verificar, mais tarde, que o prefeito Medeiros era oriundo da bossa nova udenista.
Sabe-se que a ARENA deu sustentação aos sucessivos governos militares, fato que levou a agremiação a um desgaste muito grande no cenário político nacional. Entretanto, aqui em Santiago, nunca a ARENA perdeu uma eleição municipal.
A abertura política do país, em l979, com a redemocratização e a anistia, trouxe também a reforma partidária e com ela e extinção da ARENA e o surgimento do Partido Democrático Social (PDS) como sucedâneo daquela.
O presidente do país ainda era o General João Batista de Figueiredo e, portanto, o partido nascia sob o estigma de identidade com a ditadura militar. Havia muitas forças contraditórias dentro do PDS que desde sua criação já se manifestavam. O ápice dessa contradição se verifica quando da decisão de Paulo Maluf (PDS-SP) enfrentar na convenção nacional do PDS, l984, o candidato oficial , apoiado pelo Planalto, Mário Andreazza. Mesmo tendo sido vencedor dentro do Partido, Maluf perde no colégio eleitoral, em l985, para Tancredo Neves, apoiado por amplos setores da oposição nacional. O curioso nisso tudo, mesmo 23 anos depois, é que o PP ainda continua, em nível nacional, gravitando em torno da contradição até aqui insolúvel: Paulo Maluf.
Feitas essas considerações atinentes à política nacional e aos desdobramentos do partido que surge com a reforma partidária de l979, o PDS, nota-se que, aqui em Santiago, apesar dos anos de chumbo, a hegemonia do partido permanece inalterada, visto que dita a linha na política local sem grandes percalços.
O PDS surgiu em Santiago, oficialmente, dia 12 de agosto de l980, numa reunião de lideranças locais no escritório do advogado e historiador Valdir Amaral Pinto, que fora o último presidente do Diretório Municipal da ARENA. Nessa reunião, participaram as seguintes lideranças locais: José Carlos Jornada de Medeiros, então prefeito municipal (ex-UDN), Gibelino Minuzzi, Valdir Amaral Pinto, Hélio Lopes de Bitencourt, José Élvio Azambuja Simões, Antônio Carlos Cardoso Gomes, Maria Salete Reelon, Eudócio Antônio da Nova Pozo, Dilon Décio Martins Marques, Gabriel Pires de Freitas e Heron da Jornada Ribeiro.
O nome da sigla PDS foi mudado, em l994, para Partido Progressista Reformador, o PPR, que teve vida curta, afinal já em 1996 passou a se chamar Partido Progressista Brasileiro PPB.
Entretanto, foi sob a sigla PDS que os grupos hegemônicos locais arderam a segunda derrota de sua história. Em l992, o bageense Vulmar Silveira Leite, candidato concorrendo pelo PMDB, impôs uma pesada derrota ao candidato da tradição, senhor Manoel Cardinal.
Vulmar Leite houvera ascendido na política local pela mão do médico Rubem Machado Lang. O médico, que, em l955, impôs a primeira derrota às oligarquias, voltou a concorrer a prefeito em l982, pelo PMDB. Mesmo tendo sido derrotado, lançou no cenário político local um líder identificado com a sua história, apesar de não-santiaguense. Tendo falecido em l987, Rubem Lang, tacitamente, elegeu Vulmar Leite seu sucessor, embora isto nunca tenha ficado claro na nossa história política. O fato concreto é que o suposto herdeiro, após a morte de Rubem Lang, consegue, efetivamente, uma vitória contra as forças tradicionais, em l992, decorridos 5 anos da morte do líder oposicionista.
No pleito de l996, quando ainda não havia o instituto da reeleição, Vulmar Leite apresenta para sucedê-lo o advogado Paulo César Garcia Rosado, do PDT. O PPB, enormemente desgastado, apresenta a candidatura de Antônio Carlos Cardoso Gomes, ex-presidente da cooperativa tritícola e ex-vice-prefeito de Santiago na gestão de José Carlos Jornada de Medeiros. De família tradicional, ligado às elites rurais, Toninho, como é conhecido, aceitou o desafio de concorrer contra Paulo Rosado.
É nesse pleito que surge a figura de José Francisco Gorski, popular Chicão, que é apresentado como vice-prefeito na chapa de Toninho. Figura singular e meteórica na vida política de Santiago, Chicão foi apontado como o principal responsável pela injeção de sangue novo no desgastado PPB. E não sem razão. Chicão é oriundo da chamada Linha 7, um distrito sem nenhuma influência na tradicional política santiaguense ou jaguariense. Seu pai, o senhor Marcelo Gorski, era de origem trabalhista, tendo sido do velho PTB. Economicamente, eram pessoas sem grandes recursos, portanto, bem diferente do perfil dos fazendeiros históricos da ARENA e do PDS. Sem nenhuma tradição nos velhos círculos da ARENA, emergiu de um segmento que nunca tivera expressão político-partidária: os esportes. Chicão fora jogador de futebol e, após, seguiu os passos de desportista no Cruzeiro Esporte Clube. Descendente de poloneses, também nisso se diferenciava das tradicionais raízes lusitanas e espanholas dominantes da política santiaguense.
A vitória de Toninho representou o lançamento efetivo de Chicão na política local, em l996. Já em 2000, por ocasião do pleito municipal, a maioria dos convencionais do PPB escolhem seu nome para concorrer a prefeito. Tendo vencido este pleito, inicia um governo totalmente singular na história política de Santiago.
Em 2003, o PPB troca de sigla novamente, passando simplesmente a PP, Partido Progressista. E é sob esta legenda que Chicão impõe a derrota mais significativa nas oposições santiaguenses unidas.
O PP santiaguense, a despeito de ter uma origem nas elites agropastoris, está protagonizando uma inversão nos pressupostos da ciência política atual, conquanto está assentado em profundas raízes populares e também porque subverte a lógica do avanço dos partidos de esquerda e centro-esquerda no cenário político-eleitoral rio-grandense. Note-se, ademais, que mesmo em nível de Brasil, até onde se tem notícia, não se verifica fenômeno análogo.
O PP santiaguense, na medida em que disputa e ganha as forças organizadas da sociedade civil, abdicou das tradicionais formas de inserção política dos partidos tradicionais e de direita, passando a disputar hegemonia com os partidos de esquerda como se esquerda fosse.
Com a vitória de outubro de 2004 abre-se outra leitura política de nossa história, conquanto o PP venceu em todas as estratificações sociais, abrindo com isso uma forte hegemonia também entre as camadas mais esclarecidas e elitizadas, gerando, com isso, uma nova inserção, conquanto em outros pleitos, historicamente, nestas camadas e segmentos, a oposição, tradicionalmente, vencia.
O PP santiaguense, na administração do Prefeito Chicão, adotou políticas de forte apelo popular na educação, na saúde a na habitação, refletindo assim o tom das prioridades, profundamente sócio-democratas.
O que se depreende desse pleito de 2004, é que o PP santiaguense marca profundamente a política gaúcha, especialmente, os cânones partidários. Entretanto, chega a ser chocante, as análises que pipocam entre os círculos acadêmicos, onde o PP é apresentado como um partido corrupto, assistencialista, clientelista e sem nenhuma inserção popular.
Po outro lado, resta apresentado um PP que se resume ao interior do Rio Grande do Sul, sustentado apenas pela força decadente do campo. Somado a tal descompasso, surge uma análise do PP paulista, extremamente corrupto, vivendo do espólio do Estado e sustentado, ainda, por algumas lideranças regionais no norte e no nordeste.
O pleito de 2004, onde se verificou que o PP não venceu em nenhuma capital e em nenhuma grande cidade, parece confirmar as teses. Entretanto, o fenômeno que acontece em Santiago, não só contraria a grande lógica verificada em nível regional e nacional, como joga por terra todas as teses de crescimento e sustentação da esquerda.
Chicão nem de longe é uma figura populista. Ademais, trata-se de um dos poucos políticos santiaguense que sabem muito bem identificar e estabelecer uma discussão sobre o papel do Estado, sendo totalmente avesso ao liberalismo econômico. A linha de suas políticas públicas, a rigor bem identificadas, tem um endereço, um rumo e uma meta. Como eu conheço bem o governo do PT em Porto Alegre, tentei traçar, aos críticos petistas, um paralelo dos programas habitacionais do PT com o Projeto Minha Casa do Prefeito Chicão. O mesmo paralelo cabe, igualmente, entre o programa educacional CEUS, da Marta Suplicy e o projeto Criança Feliz em Santiago. É claro que ambos os programas representam um compromisso político-ideológico, e o que tenho sustentado é que Chicão, a despeito de estar num partido de elites, faz um governo profundamente comprometido com os setores pobres, excluídos e marginalizados de nossa sociedade. Mesmo a linha política da Secretaria de Agricultura, então dirigida por Guilherme Bonotto Behr e - hoje - pelo engenheiro Bochi, faz um extraordinário trabalho voltado aos setores de pequenos e médios produtores familiares. Não sem razão, nas zonas de pequenas propriedades familiares e minifúndios, o reconhecimento do trabalho ficou estampado nos altos índices de aprovação eleitoral do pleito de 2004, em muitos casos superiores a 90%.
A política sadia é uma arte nobre e, decentemente praticada, engrandece o espírito humano. Agora, instituir a mentira e aceitar sua instituição como prática consuetudinária chega a assustar, afinal isso revela a ausência total de ética e uma falta de caráter absoluta.
A omissão generalizada que tomou conta dos nossos bastidores, conta, inclusive, com a aquiescência da imprensa local. Em nome de recebermos verbas dos poderes públicos nos omitimos de críticas importantes. E, como tal prática justifica nossa sobrevivência enquanto imprensa, trilhamos o caminho da conveniência.
Também, supostos entendidos em política têm tido medo de encetar debates mais sérios, por não saberem ler os resultados das urnas. Entretanto, esses mesmos “entendidos” esquecem-se, justamente, de colher respostas na história. Bastaria conferir, por exemplo, a eleição de Adolf Hitler para chanceler da Alemanha. E se não quiseram ir longe, que observem os resultados históricos da vitória de Collor de Mello. O povo, que é sábio, muitas vezes também é tolo. E na tolice se elegem certos embustes e enganadores que saltam os olhos. Entretanto, o lastro de consistência política, também deve ser o mesmo de coerência, e, aqui, as reflexões se aprofundam e é certo que não se engana sempre.
Por fim, não acredito em verdades absolutas e nem em mentiras definitivas. Não sei que tipo de verdade produzo e nem tenho certeza absoluta nas minhas verdades, agora, estou ciente das mentiras que alguns políticos santiaguenses têm aplicado nas pessoas nos últimos tempos e contra eles estou me insurgindo. Não consigo ver verdade em quem lucra com a miséria das pessoas pobres, mesmo que seja tirando um saldo eleitoral. Não consigo ver verdade em quem atua como um “atravessador” na prestação dos serviços públicos.
A miséria humana material tem alimentado uma certa casta de miseráveis políticos que sobrevivem graças à omissão de outros miseráveis, de outro gênero.
A história do PP dessa nova geração que começou lá atrás, em 1996, com a vitória de Toninho, que se seguiu em 2000 e 2004 com Chicão e teve a seqüência com a vitória de Júlio Ruivo, 2008 (Júlio foi vice de Chicão 2 vezes) parece ter – agora – um novo capítulo com a candidatura de Chicão, candidato a deputado estadual.
É salutar compreender que essa luta de Chicão começou no desacreditado ano de 1996, ocasião em que Toninho aceitou o desafio de enfrentar Paulo Rosado, apoiado por Vulmar Leite e pela máquina da Prefeitura. Toninho contou naquela ocasião com o sangue novo do vice-prefeito, o então jovem CHICÃO, oriundos do meio futebolístico, atleta, engenheiro e professor; ademais, sem vínculo com as oligarquias tradicionais.
Chicão iniciou uma nova história na vida do Partido Progressista; com ele, o Partido só experimentou vitórias em cima de vitórias e esse relato é importante para a compreensão que o PP atual é fruto de muito luta, da consolidação de um projeto e – sobretudo, de muito talento e aplicação. Não existe nenhum PP no Estado que tem a mesma performance de Santiago e nem um acúmulo tão grande de sucessivas vitórias.
Muitos que chegaram agora acham que essa historia é fruto do acaso. Não se trata disso. A história atual tem um lastro, um vínculo e um aprendizado político de 14 anos. São fatos, registrados e anotados. Eis mais uma anotação do blogueiro.
Quando o PP estava morto e quase todos borrados de medo de Vulmar e Paulo Rosado, foi Toninho e Chicão quem tiveram a coragem de assumir o desafio. Chicão seguiu uma luta e construiu uma trajetória existosa e tem, portanto, a legitimidade - ao lado de Ruivo - para seguir essa luta e tentar ampliar a extensão de uma história na qual acreditam e pela qual lutaram. E, convenhamos, fizeram por merecer.