Durante os vários anos que vivi em Porto Alegre pude constatar que o PT é um partido de pegada e tem um pique determinante na reta final dos processos eleitorais. Tarso Genro está a um ponto de atingir os 50% necessários a sua vitória no primeiro turno e isso, inegavelmente, constitui-se em assunto relevante, seja no sentido de situar o PT no contexto das forças políticas nacionais, seja situar o contexto das forças internas que se digladiam dentro do partido, seja no sentido de situar a origem política do candidato Tarso Genro, oriundo do estalinismo, de uma dissidência do PC do B, a assim chamada ala vermelha do PC do B e que teve várias mutações desde que ingressou no PT enquanto força organizada, seja POP, PRC ou outras recentes denominações.
O Partido dos Trabalhadores surgiu no Brasil como uma alternativa classista. Nos idos de l979, com a abertura política e com o fim do bipartidarismo, os principais grupos trotskistas que atuavam no interior do MDB, forças clericais progressistas, intelectuais trotskistas e anarquistas, democratas independentes, alguns revisionistas do estalinismo, artistas e sindicalistas autonomistas, lançaram os germes críticos de um movimento que em menos de 25 anos conquistou a Presidência da República.
É inegável, em qualquer análise, a força do trotskismo que, reproduzindo a estrutura leninista de partido de vanguarda, adotando o centralismo democrático, conseguiu granjear exitosos avanços. Primeiro, pela correta leitura que faziam da conjuntura internacional e, no plano interno, também pela correta leitura que faziam acerca da criação de uma alternativa classista, desvinculada das tradicionais forças políticas incrustadas no MDB, em especial do chaguismo no Rio de Janeiro, da democracia cristã paulista de Montoro, do richismo no Paraná e da ambígua contradição que emergia do sul, de um lado o trabalhismo brizolista, ligado a 2ª Internacional Socialista européia, e de outro, o racha “democrata-radical”expresso na vontade de Pedro Simon e seus pares radicalizados no velho MDB.
O trabalhismo brizolista sempre foi hostilizado pela crítica intelectual que emergia na Unicamp e na USP, em São Paulo. Os intelectuais paulistas atribuíam o fracasso da resistência popular, em l964, à vacilação de Jango e Brizola e à ausência de um movimento social forte capaz de dar sustentação às tímidas reformas iniciadas por Jango, como as reformas de base. Como esses intelectuais paulistas, que realmente produziam, não se vinculavam ao estalinismo do PCB e do PC do B, e também não se identificavam com o prestismo (o qual viam como tipicamente gaúcho) foi natural, até por exclusão, mas não só por exclusão, a identidade da produção teórica, intelectual e acadêmica com o trotskismo. As duas maiores forças trotskistas no Brasil, desde então, estavam divididas desde que o belga Michel Pablo propôs que os trotskistas atuassem no interior dos PCs de orientação estalinista. No Brasil, o grupo mais liberal do trotskismo, a ORMDS (organização revolucionária marxista da democracia socialista) estava ligado ao SU (secretariado unificado) já liderado a partir da França por Ernest Mandel. Este importante e disciplinado grupo, após uma vacilação inicial demonstrada em l977, 78 e 79, ingressa todo ele no PT, mas com uma orientação diversa do CORQUI (comitê de reorganização da IV Internacional) que não queria chamar para dentro do PT as tradicionais forças de orientação estalinistas. O primeiro grupo, popularmente chamado de DS, apresentava suas teses, como até hoje, nas páginas do Jornal Em Tempo. O outro grupo trotskista, a assim chamada Libelu (liberdade e luta) se fazia representar pelo jornal “O Trabalho”. É certo que houve cisões importantes no movimento trotskista, em especial a partir da luta armada em El Salvador e na Nicarágua, na FSLN (frente sandinista de libertação da Nicarágua). Por fim, a influência de um terceiro segmento expressivo, a LIT (liga internacional dos trabalhadores), consolidou-se como força política organizada mais tarde, especialmente quando o CORQUI começou a perder força no Brasil.
No Rio Grande do Sul, as teses trotskistas ligadas ao SU foram trazidas em larga escala pelo Professor Raul Pont que, embora gaúcho, fora formado pela UNICAMP e de lá trouxera todo um arcabouço teórico crítico e hostil tanto ao trabalhismo quanto ao estalinismo. Nas primeiras grandes articulações do PT gaúcho, verificou-se um embate entre Olívio Dutra (apoiado pelos grupos trotskistas ultra-radicais do CORQUI) e Raul Pont. Os diminutos grupos neo-estalinistas que ingressaram no PT desde l979, a saber, o MCR (Movimento Comunista Revolucionário),e o PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário) alinharam-se com as teses de Raul Pont. Este embate entre grupos trotskistas teve seu auge nos idos de l984 e l985 quando Tarso Genro decide ingressar no PT. Tarso e seu grupo são oriundos do PC do B (Partido Comunista do Brasil) e, dissidente deste, criaram o PRC (Partido Comunista Revolucionário), todos, porém, de orientação estalinista. O ingresso de Tarso Genro, Marcos Rolin, Estilaque Xavier, Sérgio Weigert, Otto Alcides Ohlweiler, Jussara Dutra, Cláudio Ritter, Aldo Fornazieri, Adelmo Genro Filho, entre outros, foi bancado por Raul Pont e seu extenso grupo trotskista, tudo em nome de uma diretriz internacional do SU, que defendia a coabitação entre trotskistas e estalinistas.
No pleito de l982, aqui no Rio Grande do Sul, verifica-se uma disputa de espaços entre os dois maiores grupos trotskistas e os setores ligados a teologia da libertação ( minoritário). Olívio Dutra concorre ao governo do Estado, tendo Gessy Prates como vice. Raul Pont concorre ao Senado. Os 52 mil votos de Olívio Dutra asseguraram a vitória de Jair Soares (PDS), visto que a diferença deste sobre Pedro Simon (PMDB) foi inferior a esta performance petista.
Esse preâmbulo inicial visou demonstrar, brevemente, a genealogia ideológica do PT, uma mescla de trotskistas, autonomistas, estalinistas e setores ligados à Teologia da Libertação. É claro que a partir de l984 e 85, após o ingresso emblemático de Tarso Genro, outras forças políticas organizadas voltaram-se para o interior do PT, onde vale destacar os grupos prestistas do PDT (Dilma Roussef vem daí) (GUS- Grupo de Unidade Socialista) e do PMDB (também estalinista), até o ingresso de Maria do Rosário, também estalinista e oriunda do PC do B, sem contudo ter sido da ala vermelha de Tarso Genro.
O ingresso do grupo de Tarso Genro teve o mérito de trazer para o interior do PT outros arcabouços teóricos, principalmente dos teóricos italianos, como Gramsci, Bobbio, Togliatti e Gruppi. É inegável que Tarso passou a se reorientar pelas conceptualizações de Gramsci, em especial no tangente à hegemonia, (em contraposição à ditadura do proletariado de Lenin), bloco histórico e “partido-príncipe”, a partir da leitura de Caetano Mosca. Com este mesmo grupo, o húngaro Georg Lukács foi amplamente difundido no PT, assim como o grego Niko Poulantzas. A escola de Frankfurt foi amplamente divulgada e qualquer revisão nas revistas Teoria Política e Práxis deixam claro o arsenal teórico deste grupo que viria a dividir o Estado e forçar, mais tarde, um realinhamento entre velhas forças trotskistas dentro do PT, que foi a volta de Olívio Dutra para os braços de Raul Pont.
O importante deste debate, em que pese uma certa complexidade, é situar que existe uma genealogia política e ideológica nem sempre conhecida, quando não totalmente ignorada pelos petistas e matizes afins, que se alinham com este ou aquele grupo.
O basilar, a espinha dorsal da ideologia petista, era mostrar para a sociedade brasileira que uma política diferente era possível, que era possível demarcar um pólo dos trabalhadores e dos oprimidos, que era possível criar um processo de independência científica, tecnológica e financeira no país. Durante muitos anos o petismo gerou a idéia de uma política tipo química fina, assim o PT não se misturava com o PMDB, PSDB ou qualquer outro matiz afim. Essa linha de raciocínio esteve presente na não presença no colégio eleitoral que elegeu Tancredo Neves e que, inclusive, expulsou Deputados Federais como Bete Mendes e Airton Soares, que se atreveram a ir no colégio eleitoral. Tudo em nome de não se misturar e em nome de ser diferente, pois os interesses dos trabalhadores não podiam se confundir com os outros.
Todos os governantes, não petistas, eram vis porcos capitalistas, estavam sempre sob suspeição e eram todos submissos ao imperialismo, ao FMI e ao Banco Mundial. Os petistas tinham a fórmula mágica para desenvolver o país, bastaria suspender o pagamento da dívida externa e romper com o FMI, que estaria tudo resolvido, pois haveria sobra de dinheiro interno para fomentar pesquisas e investir em ciência e tecnologia. Segundo o discurso do PT, todos os que tentavam se equilibrar no plano internacional, eram neoliberais e suas políticas excludentes e anti-populares. Lula acusava a todos de ladrões, do Presidente da República aos militantes partidários de outros partidos, por exemplo, quando afirmou que era fácil prender todos os ladrões do país, bastaria jogar uma rede na convenção nacional do PDS. E assim o PT cresceu. Batia em todos, indistintamente. Todos lhes eram corruptos, sujos, submissos ao FMI. Sarney, Collor, Itamar, FFHH, todos experimentaram, de uma forma ou de outra, a saraivada ideológica da verborragia petista.
O governo FFHH perdeu o debate. Os tucanos foram fracos e covardes para o devido enfrentamento, embora o Presidente FFHH tivesse (e ainda tem) uma notável visão do Brasil e das relações internacionais. Sabia muito bem FFHH que o Brasil não tinha como romper com os organismos internacionais e que isso era um aventureirismo, pois o país é dependente científica e tecnologicamente e nem teria como desenvolver um núcleo científico autônomo fechando sua economia interna.
Por outro lado, a visão de classe que o PT difundiu no país foi essencialmente burocrática, assentada nos interesses imediatos dos setores corporativos do funcionalismo público, gerando erroneamente uma falsa idéia de luta de classes no espólio do estado entre os liberais e os burocratas do setor público. Essa falsa dicotomia acabou concebida a partir de uma visão esdrúxula de que o funcionalismo público era apenas vítima das intenções nefastas do FMI, e que estes mesmos setores não formavam uma burocracia tão ou mais elitista que as próprias oligarquias e, que, em seu interior não existiam contradições insanáveis. Diziam, simploriamente, que os problemas não eram os altos salários, ignorando toda uma formulação teórica que apontava sérios problemas no setor público. Recentemente, uma mea culpa do Presidente Lula, demonstrou o quão irresponsáveis os petistas foram com o Presidente FFHH. Hoje, instados no poder, os petistas fazem tudo que diziam que não fariam, ficando claro que seu oposicionismo irresponsável apenas atrasou o país, ou condicionou os rumos do país à vontade petista.
O grande debate, encetado a partir da reforma previdenciária, está a demonstrar para quem quis ver que o discurso petista soa contraditório. O PT, historicamente, assentou-se no funcionalismo público e fez deste, até por ser uma certa elite, ponta de lança de suas políticas. Os burocratas do Estado, ingênuos, acreditavam que poderiam seguir mamando ad infinitun nos cofres do Estado, alimentados pelo suor da sociedade. Finalmente, o PT bateu com a cara na realidade. Romper com o FMI, Banco Mundial e não pagar a dívida externa virou apenas uma chacota dos velhos tempos, pois o Partido optou pela via institucional e aceitou jogar conformes as regras do Banco Mundial e também não enveredou pela linha do calote na dívida externa, pelo contrário.
É claro que, agora, o PT fez as importantes reformas estruturais que o capitalismo precisava, hoje governa dentro da legalidade e da ordem, porém, criou uma fantástica estrutura burocrática no país e avançando no mesmo pólo ideológico do PSDB, por ter mais base sindical e mais sustentação nos movimentos sociais, acabou engolindo os tucanos que sem saberem o que fazer, foram guinando cada vez mais à direita a ponto de ficarem reféns do velho PFL, hoje rebatizado de DEM e adotando uma linha discursiva altamente contraditória e confusa.
Os breves textos produzidos fingem ignorar toda uma sistematização sociológica weberiana, que já apontava os perigos e os males da burocracia e, ademais, os petistas não extraíram nenhuma lição da glasnost e perestroyka do camarada Gorbachev, mesmo com o comunismo do leste europeu tendo ruído, ao lado do socialismo real, sepultado com as poeiras do muro de Berlim. A rigor, os petistas seguem se apoiando na neo-burocracia nacional e controlando o movimento dos servidores públicos, com os tentáculos do Estado cada vez maior e mais interventor.
Por outro lado, poucos notam que o PSB está chegando ao poder com o vice-governador Beto Gril que será eleito junto com Tarso Genro. Médico, ex-trabalhista, candidato que fez menos de 0.2% dos votos dos gaúchos concorrendo em linha própria no pleito de 2006, com ele os socialista atingem o poder gaúcho.
O PSB, desde sua reconstrução, em Porto Alegre, nos idos de l985, 86, 87 e 88, vem se caracterizando por atuar dentro de um mesmo espectro ideológico do PT. Já no primeiro governo Olívio Dutra, em l988, lá estavam os socialistas inseridos na administração municipal. Depois, mesmo disputando alguns pleitos municipais com candidaturas próprias, não se conseguiu criar uma identidade socialista. E as razões são facilmente explicáveis. Por atuar no mesmo espectro ideológico não conseguiu criar alternativas de poder, nem ao nível do debate, nem na disputa de hegemonia pela sociedade civil.
As formulações teóricas do PSB sempre sofreram uma limitação. Velhos vícios de origem sempre entravaram o processo interno, seja com expurgos dos que pensam diferente, seja com o controle do aparelho em si, mesmo que isso implique num controle meramente formal. Ademais, a reprodução da estrutura partidária nunca se assentou em forças efetivamente orgânicas da sociedade civil, mas, sim, sempre foi limitada a uma estrutura burocrática assentada em cargos públicos, mormente de confiança. Dessa forma, a reprodução hierárquica sempre foi baseada na submissão e nunca num legítimo processo de embate real. Por conseqüência, sua extensão na sociedade e suas forças motrizes, sempre foram a reprodução da hierarquia de submissão legitimada por um aparato burocrático incrustado dentro dos próprios aparelhos do Estado. Logo, a concepção de suas políticas e sua eventual aplicabilidade, via de regra, ficou restrita ao “universo” público. Isso explica porque não se abriu enquanto partido e demonstra, cabalmente, que não tem nenhuma inserção na sociedade civil ou se tem, é mínima.
Curiosamente, o embate pelo controle e disputa na sociedade civil se mede pela aceitação de teses, expressas nos discursos. E qual é o discurso? Um discurso que, a rigor, não se sustenta perante um público mais politizado, eis que adstritos a epítetos, onde a palavra de ordem acaba caindo no oco, no vazio. E a tendência, ao longo dos anos, foram essas teses cada vez mais se esvaziarem.
O PSB tem afirmado que “vai impor o socialismo ao país, terminando com o antagonismo de classes, socializando os meios de produção e a terra, nacionalizando o crédito”. A cartilha, afirma ainda, que os socialistas são diferentes da maioria dos partidos socialistas e comunistas, visto que a questão da democracia e da liberdade “(conceitos que não abrimos mão) nos faz diferentes”. Belo palavreado serve para iludir ginasianos e atingir mentes desavisadas. Seria necessário encetarmos um debate muito profundo sobre o que é reforma e o que é revolução. Posto isso, afirmam, vagamente, que “o socialismo vai abolir o antagonismo de classes”. Nacionalizar o crédito, mas o que é isso? É nacionalizar o sistema financeiro nacional? Um discurso lastreado nessas propostas, ocas em essência e bobas até na aparência, não encontram mais eco numa sociedade politizada. E, principalmente, não encontram mais eco entre os setores médios formadores de opinião, que há muito tempo já viram o ridículo que quem um dia sustentou, por exemplo, a nacionalização do crédito numa economia mundial globalizada, onde até mesmo os últimos remanescentes do socialismo, cito o caso de Cuba e da China, não conseguiram manter tais pressupostos nacionalistas.
A visão de socialismo do PSB tem-se aproximado do corporativismo do funcionalismo público e se afastado da sociedade civil como um todo. Segundo, ignora-se que partidos do mesmo espectro ideológico atuam sobre esses setores de forma mais sistematizada e melhor organizados, é o caso do PT e do PC do B e – agora mais recentemente – do PSOL. E nisso, a dupla Tarso e Beto Gril é perfeita, são irmãos siameses, embora o lastro do PT seja fantástico.
O governo petista/socialista será genuinamente de esquerda, formado por socialistas, comunistas do PC do B e – pessoalmente – sou inclinado a achar que Tarso deverá ainda convidar o PDT, o PCB e o PSOL para integrarem seu governo.
O que é possível esperar de um governo assim, com esses quadros e essa origem ideológica?
Grande fomento a UERGS, incentivo a pesquisa, a ciência e a tecnologia. Entrosamento perfeito com o governo federal, mais universidades, mais IFETs e até uma nova reorientação do ensino técnico em nível de SEC.
O GOF e a CAGE, assim como a própria secretária estadual de fazenda, balizarão as diretrizes tributárias e será um período de choques com as entidades empresariais, tipo FIERGS. O ICMS será aparelhado pela militância e a DS seguira dando as cartas no meio fazendário. Tarso terá minoria na AL e – mesmo com a bancada do PDT – dificilmente chegará a 24 ou 25 deputados. Contudo, a coptação será grande em cima do PMDB e nada que bons cargos não solucionem essa minoria legislativa.
Essa política de irrigação vai para o saco. A agricultura e a pecuária em nossa região vão sofrer grandes redefinições, vem aí incentivos a pequenas e médias propriedades familiares. O MST navegará em céu de brigadeiro e a FARSUL conhecerá seu inferno astral. O agronegócio não terá incentivos e a política de “reflorestamentos”, Stora Enso, papeleiras ... tudo isso entrará em refluxo.
A Brigada Militar vai sofrer uma redefinição e não terá mais essa de dar pau em trabalhadores e gente do movimento social. Para não perderem a prática, os fazendeiros é que vão apanhar da polícia e talvez a UDR ressurja. Eles adoram um estado repressivo e autoritário, a espionagem e a bisbilhotice vão entrar em alta. Esses delegados e delegadas que viviam embaixo das asas tucanas também vão entrar em inferno astral.
No tocante a corrupção será muito lindo, nem Tarso e nem Gril são corruptos, será bom, será um Estado limpo, embora feridas não cicatrizadas, como o DETRAN, serão mais expostas ainda. A nossa URI vai arder pior do que já está, nem Tarso e nem Dilma vão incentivar o ensino comunitário, não sei como buscar uma saída para a questão do ensino superior local.
E os professores, policiais, brigadianos, servidores públicos em geral vão ser bem valorizados, vão ser 4 anos de bons fluídos. Não acredito em arrocho salarial com o PT e o PSB, PC do B e PCB. Azar dos empresários, pequenos, médios e grandes é que vão ser chamados a pagar as contas. O Estado será tentacular e os tributos vão calar fundo em quem vive da livre iniciativa.
Para a imprensa que vive de publicidades institucionais, como é o meu caso, entre quase todos, vai ser um caos, com eles só ganha quem bajula. Aqui em Santiago vai ter um monte de gente se dando bem, nem que isso implique em rever tudo o que disseram um dia.
São as dicotomias. São minhas reflexões da madrugada. Enquanto eu escrevo a Nina dorme ao meu lado, assim as noites passam rapidamente.
Post 5.58 da manhã.








