quinta-feira, 21 de outubro de 2010

AS PRIMEIRAS

Agora, cá entre nós, que escândalo esse da compra de dados sigilosos. Na minha opinião é a Receita Federal do Brasil quem está desmoralizada pela sua fragilidade; como é que pode um despachantezinho de rua vender dados sigilosos da própria receita? Ora, ora, ora, não tomem à sociedade por boba, isso só foi possível porque tudo conta com a complacência da própria receita e seus servidores. Uma lástima para a idoneidade do país a da própria receita.

Eu conheço bem as estruturas fazendárias. O então corregedor-geral da Receita Federal, Moacir Leão, antes de adoecer, convidou-me para ajudá-lo a escrever um livro sobre os bastidores da receita. Alguns relatos são assombrosos e revelam bem a impotência do cidadão dentro de uma máfia branca que controla as instituições.

Agora, tem um expediente que está sendo usado em nosso meio que é deplorável. É o uso do Estado e dos dados sigilosos do Estado cada vez mais se aprofundam. Eu já denunciei, nesse mesmo blog, que certas "organizações" têm acesso a dados do sistema consultas integradas do Estado do Rio Grande do Sul e toda a vez que querem obter informações da vida pregressa de uma certa pessoa, lançam mão dos seus tentáculos dentro do próprio Estado, servidores públicos irresponsáveis, criminosos, que repassam fichas dos cidadãos para essas. EU SEI O QUE ESTOU DIZENDO e sei onde começam e onde terminam essas ramificações. O que não se tocam é que não existe segredo quando tem mais de uma pessoa envolvida, deviam aprender as lições com a máfia.

Agora, cá entre nós, ontem, durante o protesto do GREENPEACE, ocasião em que DILMA recebia apoio de alguns verdes, ela fez um ataque de arrogância e soberba contra a moça que estendia a faixa, como eu nunca tinha visto. Que mulherzinha autoritária, pedante e nariz empinado. Já deve estar se achando por causa das recentes pesquisas VOX POPULI e IBOPE. Não precisava xingar a indefesa militante daquele jeito. Mas, afinal, o xingamento revela bem o seu caráter autoritário e arrogante. "O que será de um país nas mãos de uma descontrolada assim", pensei em voz alta. Talvez naquele momento tenha decidido não votar nela, coisa que já venho matutando há dias.

E se essa crise da EUROPA chegar até nosso meio?