domingo, 17 de outubro de 2010

BOM DIA PARA TODOS

Em 2005, quando lancei o livro PAMPA EM PROGRESSO, fiz - introdutoriamente - o seguinte resumo:

O Partido Progressista tem suas origens assentadas em bases de direita, no clientelismo, no assistencialismo e no patrimonialismo. Em Santiago, a despeito dessa origem, o Partido, mais especialmente na gestão do Prefeito José Francisco Gorski, empreendeu uma linha de investimentos sociais, voltada para os seguimentos C, D e E da sociedade local e impôs uma derrota histórica nos setores oposicionistas. Trata-se de um fenômeno novo na política gaúcha e inédito para os padrões locais, pois todos os expedientes e práticas da geração pepista atual são de esquerda, desde a formulação à gestão e concepção dos empreendimentos até a forma empregada na disputa de hegemonia pelo controle da sociedade (política, município, ideologias).

Para me desligar um pouco de Direito do Trabalho, aproveitei meu final de semana e fui passar ao lado de minha filhinha e da Lizi, lá em Puitã. Quase por acaso, reencontrei uma cópia do livro nos armários do seu Derli e pus-me a lê-lo madrugada adentro.

Fiquei com uma série impressão que essa análise precisa ser concluída, especialmente com dois novos capítulos, a eleição de Júlio Ruivo como sucessor de Chicão e a eleição vitoriosa desse para deputado estadual, afinal são desdobramentos singulares da nossa política e - pari passu - temos um novo ingrediente de análise desse processo eleitoral recente, que é o rumo da nossa oposição.

Por outro lado, assalta-me uma dúvida que é sobre as formas de enfrentamentos até então esboçados contra o PP. O quadro cristalizado em Santiago - pela sucessão de desdobramentos análogos - já está a desafiar um estudo mais criterioso, mais analítico e mais fundamentado. Duvido que a oposição local aposte em velhas fórmulas fracassadas; contudo, se reiterar essa aposta, outro violento fracasso irá se verificar. Não existem estudos do governo do PP e nem linhas propositivas, apenas ataques ridículos, infundados, ocos em conteúdo, bobos, toscos e que atestam uma burrice histórica. Nessa eleição de 03 de outubro não foi diferente. Face a ausência de uma linha propositiva, prenderam-se numa crítica enferma ao candidato CHICÃO e suspostas anotações do Tribunal do Contas, esquecendo-se de que a população de Santiago sabe muito bem que o melhor exemplo de CHICÃO é sua própria vida; Chicão passou 8 anos como titular, 4 como vice e saiu mais pobre do que quando entrou. Torrou tudo o que ganhou, deu dinheiro, ajudou pessoas, mas - sobretudo - não roubou, isso é latente. É claro que prestação de contas aqui e ali - num executivo - sempre terão problemas, e com Chicão não foi diferente.

Ao invés de nossa oposição ter um candidato, propostas, linhas positivas, novamente voltaram-se a velhas táticas de outras eleições. E até as pedras de Santiago já sabem que essa linha de ataques não surte efeito, pois é claro que CHICÃO teve poder, não roubou e saiu da prefeitura com uma mão na frente e outra atrás. Pelo que andei notando, a linha da oposição de Santiago para o pleito de 2012 será mais denuncista ainda e eu prevejo que a derrota será ainda maior que as anteriores.
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Eu deveria publicar nessa segunda-feira uma posição de representante do executivo de Jaguari sobre o centro tecnológico do CHAPADÃO. Nesse domingo, no final da tarde, recebi uma visita em minha casa do ex-prefeito IVO PATIAS e trocamos longas idéias e impressões. Tendo uma série de encaminhamentos feitos pelo Advogado RODRIGO VONTOBEL decidi esperar pela manifestação de uma das partes, embora eu saiba de antemão que vem mais enrolação, como sempre foi feito.
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O "Dossier ..." corre pela internet de e-mail em e-mail. Os detalhes são assustadores e impressionam pela consistência.
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Os alunos do curso de Direito da URI que farão o próximo exame de ordem serão submetidos aos critérios seletivos do novo provimento do conselho federal da OAB que introduz novas disciplinas, entre elas, direitos humanos. Perguntei ao talentoso e muito atencioso Professor Carlos Humberto Munareto se o curso de direito já tinha se adequado a essa nova exigência curricular. Ele me disse que o assunto sequer foi discutido no colegiado.