quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Conjunções incertas

Vivo uma sensação contraditória, confusa. Fiquei perplexo com o que um amigo me contou no dia de ontem. Soube de um juízo horrivel. Não fosse o doce da Nina, minha dor seria maior, eis que fiquei realmente chocado. Talvez eu seja ainda um tanto puro, talvez eu não tenha amadurecido ainda, talvez ele tenha razão e seja isso mesmo que ele e sua família pensem assim dos que escrevem e trabalham com a informação. Mas ninguém me tira da cabeça que é chocante ouvir o que eu ouvi.

Fiquei tão inquieto e perturbado que - pela primeira - deixei 3 pontos para trás nos meus estudos. Perdi a concentração, senti-me um lixo, vivi um misto de desprezo com mágoa.

Mas, preciso seguir tateando incerto os rumos sociais e não me cabe julgar comportamentos. Como sempre pensei: as pessoas precisam de liberdade para pensarem o que quiserem e externarem livremente o que pensam.

Curiosamente, dias atrás - sentado na sala do COREDE - conversando com o Professor Clóvis Brum, meu amigo, ainda pude externar uma posição que rolou em sala de aula sobre um juízo muito parecido com esse, emitido por um primo. As coisas começam a se encaixar na minha cabeça.

Ainda preciso maturar tudo. Refletir, refletir. São complexas as teias da sociedade santiaguense. A vida anda para sempre. A vida é uma via de duas mãos, uma vai e outra volta.

Eu nunca quis ser um jusnaturalista, mas sempre acreditei que a Justiça - ao final - sempre triunfa. Existe uma conjunção e uma certa lógica relativamente ao que é justo e o que é injusto. Com essa vida mágica da NINA, com esse mistério da vida, também pela luz que minha irmã meu trouxe, ando reaproximando-me de Deus e deixando meu ateísmo de lado. Como tenho uma formação, de base, cristã, nunca quis usar a palavra de DEUS em vão, aliás, nunca usei DEUS e nunca uso DEUS. Mas - com a NINA em minha vida - confesso que vi muitas coisas sob um novo olhar. Revi conceitos, mudei, e sei o quanto DEUS é piedoso e justo para comigo. Deus tem me dado tanto discernimento. Pedi a Deus pela saúde da Eliziane e da Lizi e para mim, apenas peço sabedoria, discernimento e lucidez. O resto, eu faço a minha parte.

Deus que conhece todas as coisas, sabe muito bem o que se passa dentro de mim. Deus sabe que eu sou feliz com o que tenho, aliás, imensamente feliz, feliz demais até. Não vivo tormentos, sei sentir as vibrações e as emoções do amor. Sou a grato a todo momento e a todos os dias pela cama onde durmo, pela comida, pela vida, pela saúde, pela paz, pela família, pela roupa, por tudo o que tenho. Sou grato a Deus por não ter inveja de ninguém e por passar livre desses sentimentos, ademais, por ser um homem totalmente livre de amarras espirituais e afetivas. O que para mim é valor, isso eu tenho. O que eu quis da vida, eu tive. Tive no passado e tenho no presente.

Não sei o que estão havendo nesse momento. Quero ser prudente, sábio, peço a Deus que me ajude a entender essas conjunções incertas do momento e me dê lucidez para eu não andar na roda dos escarnecedores. Deus me dará sabedoria e discernimento para eu entender o que houve. A partir daí, coloco o futuro nas mãos de DEUS.