Dias atrás, ao falar num movimento de direita que surgia dentro do PP, levantei algumas hipóteses que se configurariam curiosidades. Levantei a hipótese de o PP não integrar o governo Tarso e partir para a oposição e situei esse futuro juízo (à época mera hipótese) na relação do deputado estadual CHICÃO com o governo Tarso.
Na época, ilustrei o alto trânsito de Marco Peixoto quando deputado estadual e as pontes interlocutórias armadas entre o parlamentar e o governo Estadual e pari passu projetei a hipotética situação de CHICÃO, afinal, não sejamos bobos, dependendo de sua atuação o governo do Estado vai estabelecer suas relações com Santiago.
Chicão, agora, terá duas hipóteses. Ou vota com Tarso e abre a interlocução com o Piratini, beneficiando Santiago, ou segue o PP estadual, vota com a oposição, prejudicando enormemente Santiago.
Curiosamente, se ele não seguir seu partido, o PP, e votar com Tarso, será visto com um BIANCHINI estadual. Se eu fosse o CHICÃO me jogaria no colo do Bianchini e ainda daria uns beijinhos pedindo desculpas pelo "radical e burro". A situação, afinal, é complexa: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. A oposição do PP estadual não será séria, afora não ter expressão numérica, ninguém tem base teórica para o enfrentamento com os grupos tarsistas altamente preparados, será uma piada. Se seguirem esses teóricos reacionários que andam dando as cartas na capital gaúcha, o desastre será maior ainda.
Finalmente, sejamos muito francos, resta ainda uma alternativa. É CHICÃO agigantar-se, abrir um debate sobre os rumos do próprio partido, questionar aquela ala medíocre que sempre usou a legenda em troca de favores, e disputar o controle de hegemonia partidário. Pessoalmente, pelos rumos que a coisa tomou depois da eleição, não sei se CHICÃO terá cacife para esse enfrentamento. Ele bem que poderia tornar-se maior do que é e ganhar notoriedade estadual, mas isso implica em coragem – inclusive – para enfrentar a ala parasitária do partido. Se CHICÃO se acomodar dentro da máquina partidária e palaciana legislativa, será um deputado medíocre.
O quadro é complexo. Está tudo nas mãos dele.