Hoje é 24 de dezembro, véspera de Natal. É o primeiro Natal de minha vida na condição de pai. A vida aqui em Santiago, no Rio Grande do Sul, é boa, tenho muitos amigos, uma companheira decente e uma filhinha maravilhosa. A Nina é um barato, na tarde de ontem saímos dar uma volta no calçadão; não fizemos compras nenhuma, apenas tomamos um sorvete de chocolate com creme.
Ela só anda batendo palmas e chama a atenção das pessoas pela alegria e festividade com que recebe a todos. Sua simpatia é grande, nem parece que é minha filha.
A Nina adora sorvetes, a gente vai comer e ela fica bicando. Eu sei, sorvete não é ideal para uma criança, mas ao meio-dia ela comeu bastante polenta e batatas refogadas com salsas.Tudo, é claro, com o de sempre mama; ela está bem gordinha e chama muito a atenção pelas buchechas enormes.
Depois do nosso passeio no calçadão, onde dei uma olhada no comércio e no clima natalino que já tomou conta da cidade, está tudo muito lindo, as boas estão boas e receptivas, todo mundo alegre, corações amolecidos e a bondade começou a invadir os corações.
Na volta para casa, aproveitamos para dar umas voltas na pista do GINASIÃO; por lá, estão instalando equipamentos para mais uma academia popular, aberta ao público, igualzinho aquela do SICREDI ali na praça dos brinquedos. Os pobres que não têm dinheiro para pagar essas academias onde os ricos ficam suando, agora também podem se fazer sua ginástica ao ar vivo, com direito a curtir a atmosfera local, o verde santiaguense.
Entretanto, existe uma crítica, gostem ou não, quem aderiu as academias populares ao ar livre, foram as crianças; cá entre nós, como as crianças adoraram essa modalidade de esportes (que transformaram em brinquedos).
Eu acho interessante no Natal é esse espírito festivo, esse boom de compras e vendas; a impressão que se tem é que o consumismo é que dita todas as regras. Por isso, não compro nada nesses dias...e isso também é desculpa de quem nunca tem dinheiro.
Volto logo mais, se existirem novidades.
