O Jornalista Prates é um saber raro que admiro por sua prosa fluente... Na poesia, cito dois vivos, José Santiago Naud e Froilam Oliveira, os mais completos em suas artes atualmente em Santiago. Muitos não gostam da linguagem rebuscada de Froilam, acham-no pedante e pedagogo caturra, mas ele, como bom militar que é emprega suas armas vocabulares diretamente do Arsenal, o Dicionário. E aprovo. Júlio & Froilam: espero que , a partir de hoje façam as pazes... depois daquele dilúvio de baixarias que entupiu a Internet, há um ano atrás, troca de ofensas essas que bem poderiam fazer parte dos Anais da Insolência... Não sou crítico. Sou um diletante do correto, principalmente numa das artes que pratico, o verso. Nunca fui contra escritores iniciantes, (eles é que têm receio de mim!); mas contra maus iniciantes, iniciados por "professores" cegos e falsos amigos, aduladores... Sou contra é essa máquina rotativa de banalidades, onde se nota uma grande tendência para o grotesco: falsas comissões, falsos concursos literários, falsas feiras... O que combato é o pedantismo da futilidade, o coronelato literário de retórica farfalhuda, que chocam ovos alheios para o monturo da fama! Mas, por outro lado, sou até dócil para os que me aceitam sem vaidade. Chego a me oferecer... Sou incentivador do talento alheio, (quando o acho): o mais palpável exemplo é a minha admiração por esse gaúcho chamado Sadi Machado. Um legítimo talento grotesco. Gosto, admiro seu jeito der falar errado. Ele nasceu pronto. Sem prefácio nem epílogo...
ORACY DORNELLES