segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Meu primeiro natal na condição de pai

Este foi o meu primeiro Natal na condição de pai. Uma condição fantástica e inimaginável em minha vida até bem poucos meses atrás. Segunda-feira, dia 27 de dezembro. Uma massa de ar seco trará tempo quente e calor para nós. E nessa segunda-feira, eleição do próximo presidente do parlamento municipal, que deverá ser o Pelé.

Voltando ao Natal com minha filhinha.

Nina, esse mesmo é o nome, é uma figurinha maravilhosa, abençoada e divina. Sexta-feira, fui até o Puitã, levar a Lizi e ela para ficarem com os pais e avós. Minha intenção era voltar no mesmo dia, mas os familiares da Eliziane não aceitaram minha volta e tanto insistiram que – afinal – concordei em posar lá fora e almoçar com a família deles, no dia 25 de dezembro.

Não gosto daqueles almoços familiares, é muita gente, não conheço quase ninguém e me sinto como um peixe fora d´água. Mas, afinal, o almoço seria na casa da Dona Eva Pivoto, 85 anos, avó da Eliziane e bisavó da Nina. O problema é que Dona Eva e seu falecido esposo Quido Pivoto tiveram 9 filhos legítimos e um penca de adotivos. A tradição há muitos anos é todos os filhos se encontrarem no Natal. Reúnem bem umas 100 pessoas, carneiam uma vaca, assam num buraco enorme, acompanhado de muita lingüiça, uma freezer cheio de bebidas, mesas improvisadas e tudo corre ao ar livre.

Eu não consigo dormir quando fico lá fora. Então saio, ando pelos campos, curto intensamente os céus e as estrelas. De vez em quando, entro na casa, roubo alguma coisa na geladeira (dessa vez ataquei o doce de figo) e assim fico quase toda a noite, em especial companhia dos cachorros e dos gatos.

A Nina acordou cedo. Incrível, mas ela me olha e sorri, independe do local e da hora.

A Lizi foi cedo, em companhia dos pais, para a casa da avó, que fica uns 30 km adiante de onde eles moram. Dona Eva, mora em Manoel Viana, bem depois da barragem. Eu esperei para ir mais tarde, em companhia do Emerson e da Rita, irmão e cunhada da Lizi, respectivamente.

Contaram-me que ao chegar no local, o Nina viu aquele movimento de gente, fogo, churrasco, mulheres fazendo maionese, cachorros, galinhas e perus soltos pelo pátio e começou a bater palmas.

Não sei que associação imediata ela faz das palmas com a felicidade, deve ser uma manifestação de emoção...Batendo palmas e sorrindo, Nina virou a sensação, com suas lindas buchechas e seu sorriso simpático.

Foi um lindo churrasco, procedido de uma torta gigante.

Depois, fomos até a Barragem do ITU, e foi a primeira vez que a Nina entrou na água. Aliás, ficou encantada com a água, fez festa o tempo todo, batia palmas por qualquer coisa e não queria mais ir embora.

Conosco, a Ângela, namorada do Anderson, irmão da Eliziane e uma penca de primas da LIZI. Uma delas, loirinha do olho azul, contou-me que estuda Aquacultura, na UNIPAMPA, em Uruguaiana; a outra, a Cláudia, que é fisioterapeuta em Pelotas onde também faz Mestrado e a Andriele – aquela da evangélica da Igreja Bola de Neve. As primas da Lizi são bonitas, todas loiras de olhos azuis, exceção da Andriele que tem um olho azul e outro verde.

Depois de ficarmos na água, brincando um tempão com a Nina, curtinho as cachoeirinhas que se formam na Barragem do Itu, um lugar maravilhoso, fomos para casa, casa dos pais da Lizi, em Puitã.

Chegando lá, comemos uma melancia gelada e aproveitei meus últimos instantes na casa alheia para comer mais figos do pote assaltado na madrugada anterior.

A estrada em Maçambará, da Encruzilhada até a Barragem e de lá em direção a Manoel Viana é um caos completo, só pedras, haja pneus...uma irresponsabilidade desse DAER.

Enfim, beijei longamente a Nina e a Lizi, em proporção menor, peguei o carro e voltei para Santiago.

Vivi – assim – meu primeiro Natal na condição de pai. Nunca pensei que ser pai fosse assim tão divino, tão bom e tão maravilhoso. Estou há menos de um dia longe de minha familiazinha e morrendo de saudades. Quando durmo, chego a imaginar que a NINA está comigo.

Tenho muitos afazeres nessa segunda-feira, espero me envolver e não quero deixar a falta delas me marcar. Eu amo tanto essa filhinha e mal entendo de onde se deriva tanta alegria naquele serzinho divino e maravilhoso.