Eu li uma crítica do Froilam relativa aos escritores iniciantes e a qualidade de suas obras. Crítica que - segundo ele - é corroborada por Oracy Dornelles. Em síntese, eles dizem que não questionamos o conteúdo dos livros que estão sendo lançados em Santiago e que - muitos deles - pecam pela falta de conteúdo e qualidade.
Essa posição do Froilam já é velha, ele tinha o mesmo sentimento quanto a blogosfera. O Oracy, pessoa a quem eu gosto muito, demais mesmo, vou tecer algumas ponderações.
Vamos por parte, mesmo não sendo Jack.
Em princípio, ninguém é perfeito, somos todos falhos, cometemos erros, blábláblabláblá. Agora, as pessoas precisam começar de alguma forma. Não importa como, o que é importa é começar. Eu acho o maior barato que, hoje, muitas pessoas possam editar seus livros e botar para fora o que sentem. Não importa se o escritor tem 8 anos, 12, 15, 20, 30, 50, ou 70. O que importa é a expressão. Quem somos nós para julgar conteúdo? E mesmo porque, muitos começam falhos, mas vão se aperfeiçoando, vão participando, quebrando a cara, aprendendo, amadurecendo e até ficam bons. Quantos garotos e garotas são sofríveis em suas redações iniciais e vão se aperfeiçoando?
Sinceramente, eu jamais teria coragem de criticar o livro de uma pessoa da comunidade que reuniu esforços na produção de um sonho, deu o melhor se si, construiu, fez, aconteceu...sei lá, isso seria uma punhalada das mais doídas, esse punhal eu jamais teeria coragem de cravar nessas pessoas, por maior que fosse a merda que elas tivessem produzido.
Eu concordo com o Froilam e entendi o que ele quis dizer. Também entendo o Oracy. Mas se formos ser cruéis com essa geração que está debutando com seus livros, com certeza, estaríamos sendo os agentes inibidores do despertar. Deixem as pessoas que se expressem livremente, que digam o que bem entendam, que coloquem para fora (em forma de livro, de blog, de folder, de folhetim...) suas ânsias, seus desejos, seus sonhos, suas mágoas, suas dores e viva a liberdade de expressão. Total, a vida é breve, muito breve e o vale mesmo são os sonhos. E eu sei o quanto as pessoas sonham em escrever um livro e o quanto alguns poucos conguem realizar esse sonho. Então, que esse sonho coletivo ganhe asas e que se miltipliquem cada vez mais nossos escritores e escritoras, meninos, meninas, garotas, jovens, enfim, pessoas de todas as idades. E assistam ao filme O DESPERTAR DE RITA.