A inauguração da Academia Popular do SICREDI, nessa tarde de sexta-feira, foi marcada pela informalidade, pela construção de linhas discursivas diversas do ato inaugural, pelas tiradas satíricas e pelo engrandecimento de nossa Terra.
Armindo Bochi, incendiário, deu pouco destaque à academia em si, limitou-se a dizer que conheceu essas academias em viagem, a Lages, ao lado de sua esposa, pois quando viaja, para economizar, leva ela consigo; e prendeu-se numa análise sobre a geração de empregos para nossa região. Cobrou uma solução para o impasse na área do Rubem Lang, onde pede 10 hectares para o SICREDI instalar uma fábrica de compensados na esteira de um pólo madeireiro incentivado pelo próprio SICREDI. E foi taxativo na cobrança ao Prefeito Ruivo. Propôs – também – um pólo de reciclagem e deu detalhes desse investimento. Foi longamente aplaudido e cutucou os políticos dizendo que não adianta faculdades (alusão a quem???) se “nossos filhos estão indo embora porque não têm onde trabalharem aqui em nosso meio”.
O protocolo do cerimonial, de alto gabarito, foi tocado pelo talentoso Éden de Paula, gestor de comunicação que faz um excelente trabalho a frente da comunicação social da Prefeitura.
Logo a seguir, fez uso da palavra o deputado federal Luiz Carlos Heinze. Agradeceu a votação que fez em Santiago, brincou dizendo que não tinha entendido o que Armindo Bochi quis dizer quando falou que quando viajava levava sua mulher junto para economizar. Mas – na essência – Heinze assegurou que estará retomando as negociações pela implantação de uma escola técnica federal em Santiago em parceria com o IFET de São Vicente do Sul e foi um tanto ambíguo ao dizer que “ainda não entregamos as fichas”. Sem tocar no novo parecer da AGU, que atingiu em cheio os projetos transnacionais da Stora Enso, falou em polo madeireiro para a região e fez uma afirmação para lá de duvidosa (pelo menos para mim). Disse ele que a AGEFLOR e o IFET/SVS estariam unidos na busca desse pólo madeireiro. Pode ser a vontade dele, mas pelo o que eu conheço dos teóricos dos IFET/SVS, eles não podem nem ouvir falar na AGEFLOR, acusada por esse Estado afora, pelos ambientalistas, de ser laranja da Stora Enso. Justificou a ausência de CHICÃO, que segundo ele estaria em Porto Alegre, tratando assuntos relacionados à prestação de contas da campanha e deixou muitos com a pulga atrás da orelha. Um vereador da oposição me olhou fixo e fez cara de espanto, como se não soubesse de nada.
Outro ponto alto do seu discurso foi o ataque que fez às agências bancárias locais, que não investem na comunidade a exemplo do que faz o SICREDI. Pegou pesado.
A Vereadora Mara Rebelo, fina e polida, preferiu passar distante da polêmica, pegou - habilmente - uma carona na idéia do SICREDI, e disse que a idéia das academias populares estava no programa do então candidato a Prefeito Júlio Ruivo (deu uma de Sandro Palma); e o Prefeito Ruivo reafirmou a parceria, foi muito polido, aceitou as cobranças dentro do seu tradicional espírito democrático e foi muito aplaudido.
A idéia agradou em cheio. O povo estava vibrante e essas academias ao ar livre, equipamentos de alta qualidade, inclusive com monitores, está sendo um marco para nossa cidade, um exemplo de sociabilidade e inclusão social. É claro que os donos de academias não estão vendo com bons olhos todo esse sucesso público.
Outro assunto muito badalado, nos bastidores, é que repercutiu muito mal no Tribunal de Contas as críticas de DINIZ COGO contra o órgão auxiliar do poder legislativo estadual. Parece que estudam uma interpelação judicial ou coisa assim.
Os vereadores Gavioli, Bassin e Arlindo transitavam com muita desenvoltura entre os presentes, a grande maioria pepistas. Marquinhos Peixoto sempre ao lado do seu fiel escudeiro, o Tonhão, abrilhantou o evento, assim como Cláudio Cardoso, que faltou ao culto para ir na inauguração. O joaozinho do passo-certo não esteve presente, assim como o vereador Diniz Cogo.
Os vereadores Gavioli, Bassin e Arlindo transitavam com muita desenvoltura entre os presentes, a grande maioria pepistas. Marquinhos Peixoto sempre ao lado do seu fiel escudeiro, o Tonhão, abrilhantou o evento, assim como Cláudio Cardoso, que faltou ao culto para ir na inauguração. O joaozinho do passo-certo não esteve presente, assim como o vereador Diniz Cogo.
O general não foi e mandou um tenente, em final de carreira, representá-lo. Os delegados e delegadas também não deram a devida importância ao evento, não foram, mas mandaram o David representá-los. Não entendi muito bem essas. A URI mandou o diretor administrativo, o Professor Padilha e os blogueiros também não estiverem lá, exceto esse e o Márcio Brasil. Em compensação estavam Irmo Sagrillo e Dra. Iara, Ruivo e Gisele (com um pé machucado), Toninho e Ana, Sônia Uberti, Ademar Canterle e esposa (nunca me lembro o nome da esposa do Canterle), Liana Canterle e Rafael Marquiori Teixeira , Dr. Noal e esposa, entre outros.
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| Papai Noel desceu do prédio por uma corda. |

