Esse episódio do assim chamado homem-bomba, Taimor Abdulwahab al-Abdaly, que explodiu-se em Estocolmo, na Suécia, chocou o mundo cínico ocidental e suas premissas de paz.
Entretanto, como tudo nessa vida tem dois lados e a vida é uma mão de duas vias (uma vai e outra vem), esse episódio enseja algumas reflexões.
Será mesmo Taimor um louco como todos insistem em dizer? Por que é nós, ocidentais e nossas agências apuramos a rotulá-lo? E por que o mundo árabe, os 2. bilhões e meio de pessoas que vivem sob a influência do Islã, o chamam de mártir?
A verdade disso tudo é que não devemos nos escandalizar com a atitude patriótica de Taimor, ele realmente é um mártir, afinal somos cínicos porque ignoramos que ele agiu apenas em condição de violência reativa, isto é, reação a uma violência muito maior praticada pelos países ocidentais, dentre os quais a Suécia, com suas tropas militares, estacionadas dentro do país de Taimor, matando, estuprando e destruindo o Iraque sob a chancela de organismos internacionais fajutos, fomentados por informações falsas (de que o Iraque teria armas de destruição em massa).
A pergunta que eu faço aos leitores do blog: E se a Suécia não tivesse tropas estacionadas em seu país, ele faria alguma coisa para atingir esse país? É claro que não, ele só agiu em resposta a uma violência maior que os suecos cometaram contra seu povo e - em especial - contra familiares desse, fato amplamente mostrado pelas redes islâmicas.
É por isso que devemos sempre olhar o lado e as razões dos outros. Embora seja muito difícil para os que estão ou se acham por cima entender o choro e as reivindicações de quem é oprimido. Ninguém faz nada de graça, tudo tem uma causa, uma razão.
Aqui em Santiago não é diferente. Existem famílias que se acham mais espertas que as demais, se apropriam do que é da comunidade e passam a usufrir dividendos cada vez maiores para si e para as suas famílias. Eu pergunto para os leitores do blog: é justo essa expropriação em nome da comunidade? O que é da comunidade e recebe imunidade tributária não pode ser gerenciado com se fosse um feudo familiar e pessoal. Nenhum ato deveria ensejar questionamentos e tudo devia ser transparente. Ao contrário, a comunidade está atolada num lamaçal de dúvidas e incertezas como nunca visto e só por isso eu estou estarei abrindo - a partir daqui - uma série de questionamentos.
Tenho certeza absoluta, ao final, quando eu conseguir expor todas as minhas razões, que boa parte da comunidade santiaguense entenderá minhas razões. E aí que a sociedade nos julgue. Aliás, quero ser julgado, clamo por isso, mas também quero o direito de expor minhas razões. Não adianta inventarem boatos, como um que soube hoje pela manhã, boatos fragmentados, mentiras tentando mascarar mentiras, rebatei um a um.