As perdas a que estão submetidas a imprensa (especialmente a pequena imprensa do interior) são fantásticas. E todos são penalizados, indistintamente. Diria até que falta peso político e falta capacidade de pressão junto aos parlamentares federais.
O limite de capacidade de investimentos por parte das prefeituras de 8 mil reais revela-se absurdo. Só a insensibilidade de quem tem aumentos periódicos é que não entende a defasagem a que todos estamos submetidos em face das correções dos encargos, custo de vida e tudo mais.
Em 2004, quando o salário mínimo era 260 reais, eu vendia uma página de publicidade para a prefeitura de Santiago a 600 reais. Agora, em 2010, quando o salário mínimo está em 510 reais, é um parto para conseguir manter os mesmos 600 reais de uma página.
Em 2004, eu pagava 40 reais pelos honorários mensais do contador. Hoje, são 80 reais. Exatamente o dobro. Aliás, o dobro também incide sobre os encargos sociais a que estamos obrigados a recolher, PIS, COFINS, trimestral, INSS...O próprio alvará da prefeitura que era 70 e poucos reais hoje é 150.
E ainda tem gente que não entende isso.
E o PDT ainda acha que se investe demais na imprensa.