segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Presidente eleito da OAB mineira critica exame de ordem e decoreba


Presidente eleito da OAB de Minas Gerais, Leonardo Avelino Duarte, critica os moldes atuais do Exame de Ordem, diz que não adianta ficar decorando lei. As leis mudam. Você tem que saber interpretá-las.. A controversa entrevista, concedida a Revista CAPITAL NEWS, repercute nos meios jurídicos de todo o País.

Capital News: E, nesse cenário, como o senhor vê o processo seletivo da Ordem dos Advogados do Brasil?

Leonardo: A crítica que se faz ao exame de ordem é uma crítica pertinente porque o acadêmico não pode ter como primeiro contato com a instituição à qual ele terá um que seja traumático, que é o exame de ordem.

Geralmente, o cidadão nunca ouviu falar da OAB na vida, ele não tem consciência do papel cívico da Ordem e quando se encontra com ela, se encontra através de um contato traumático que é o exame.

Isso é chato. Isso tem que ser mudado. A Ordem tem que estar mais presente dentro das faculdades.

Nós queremos ter esta preocupação. Montando seminários, enfim.

Fora isso, é uma tendência já do Conselho Federal em deixar o exame de Ordem menos decorativo e mais interpretativo.

Vocês têm que concordar conosco de que não há necessidade de se decorar mais nada, texto de lei nenhuma. Vai chegar uma hora em que você vai abrir o relógio e vai fazer o download da legislação que você está procurando.

Não adianta ficar decorando lei. As leis mudam. Você tem que saber interpretá-las.

O problema é que, o modelo de ensino no Brasil, não só o usado no exame de ordem, o de ensino geral no Brasil, ainda é eminentemente decorativo. As provas perguntam o que é o instituto tal? O que diz a lei tal? É um modelo falido. Esse modelo baseado na memória é falido. Você tem que saber interpretar.O que a Ordem tem que fazer. Ela tem que ajudar o acadêmico de direito, então, a voltar a ser crítico, a voltar a ser politizado. Tem que saber se o acadêmico de direito sabe interpretar texto. Se ele sabe escrever.

Capital News