Eu sou santiaguense, mas fiquei muito anos fora de Santiago. Dezesseis anos é um longo período, razão pela qual me afastei de muita coisa local.
De qualquer forma, sei perceber quando eclodem movimentos espontâneos, individuais ou coletivos, críticos e questionadores.
Confesso que primeira vez identifico a emergência muito forte desse tipo de manifestação em Santiago. Meu juízo é formulado a partir de um somatório de manifestações que tenho colhido, especialmente entre jovens.
Ontem, conversando com o Bactéria e o Darlan, mais uma vez fiquei vivamente impressionado com o senso crítico, com o nível profundo dos questionamentos...e agora tudo é questionado, imprensa, poderes constituídos...Alessandro Reiffer, Marcus Vinicíus Manzoni, entre outros, vão na mesma linha. Isso é fantástico por um lado e, preocupante para a dominação, de outro.
Mas o que conta é que os jovens estão dando provas de rebeldia, de questionamentos, de críticas, de insatisfações...e isso é fantástico.