Foi-se o tempo em que o parlamento era prestigiado em Santiago.
Há alguns anos atrás, a grande satisfação das pessoas era ouvir os debates no parlamento, que eram quentes, inflamantes, vibrantes. Boa parte da população na cidade e no interior ficava ligada, atenta, prestigiava, interagia. Dava gosto prestigiar a política santiaguense.
Agora, com o passar do tempo, a politica foi entrando em descrédito e as pessoas foram perdendo o interesse. A câmara virou um festival de gastança, os altos salários dos vereadores geram indignação na população e os vereadores, ao invés de mostrarem serviço, optam por se esconder cada vez mais. Essa, de a sessão ocorrer numa hora e a transmissão ir ao ar noutra, gerou descrédito e foi afastando as pessoas dos trabalhos do parlamento. Hoje, ninguém mais escuta os trabalhos parlamentares. E quem escuta, o faz apenas para cumprir ritual, pois tudo perde a originalidade e a graça. Agora, inventaram sessões de manhã. Mas já falam em mudar de novo. De novo?
A sensação que se tem é que os vereadores querem se esconder da população, quando deveria ser o contrário. De que adianta prédios, assessores e mais assessores, se cada vez mais se burocratiza o parlamento e cada vez mais se afasta do povo?
Eu insisto: a sessão tem ser transmita ao vivo, em cima dos fato, na hora. As sessões precisam voltar a ser segunda-feira à noite e ponto final. Não adianta ficarem presos a amarras legais, tribunal de contas, horas extras de funcinoários. Isso é papo furado. Com boa vontade, dá-se um jeito, pressiona-se, e afinal - dinheiro existe. Afinal, todos ficam se perguntando: prá que tantos prédios inúteis, tanta salas, tanta assessoria?
E nem estou falando nos erros administrativos que reinam no parlamento municipal. A bancada do PMDB, por exemplo, ganhou uma nova assessora e tem só um computador, enquanto uma assessora trabalha a outra faz o quê? Será que não pensaram nisso quando criaram mais cargos?