Em mais uma rodada de Pesquisas do Instituto DATAFOLHA, Tarso Genro, do PT, aparece com 31% das intenções de voto e José Fogaça, PMDB, aparece com 30%, configurando um empate técnico entre ambos. A governadora Yeda, do PSDB, aparece bastante distante, com apenas 8%, tendo caído mais ainda em relação a pesquisa anterior.
Para o senado, segue a mesma tendência. Rigotto, PMDB, lidera com 46% das intenções de voto e o petista Paulo Renato Paim, em segundo e colado nesse, com 45%. Em terceiro, com 15% de votos a menos, aparece Ana Amélia Lemos, PP. Essas pesquisas reiteradas confirmam que a disputa se dará mesmo entre Rigotto e Paim, contrariando alguns analistas tupiniquinis deslumbrados.
Para a Presidência, os gaúchos estão mesmo com José Serra, do PSDB, com 45% das intenções de voto e Dilma, do PT, aparece com 27%.
Que leitura podemos fazer desses números, afora o óbvio, afinal babaquice todos sabem onde buscar?
O DATAFOLHA manipula bem com os números da disputa estadual, especialmente ao polarizar a disputa entre 31% e 30%. Como pode uma mesma pesquisa ao senado índicar 46% de eleitores definidos ao senado e esses mesmos índices não se repetirem na disputa ao governo do Estado? Aliás, o mesmo raciocínio vale na eleição para a presidência, onde o índice também chega aos 45%? Nós não sabemos, nesse momento, quanto serão os eleitores aptos a votar no pleito de outubro. Mas, raciocinemos hipoteticamente, com 8 milhões de eleitores. Malversando com 15%, como nessa pesquisa, abre-se margem para ajustar o voto de 1 milhão e 200 mil eleitores, o que nos faz imaginar que a diferença, para um ou para outro, pode ser maior que a apresentada. Essa tática é velha para quem conheçe pesquisas e manipulações.
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