sexta-feira, 2 de abril de 2010

Tritícola

Eu só iria me manifestar sobre essa pendenga armada por alguns, na assembléia da triticola, no início da semana, especialmente pela data, semana santa, essas coisas.

Esse é um assunto que merece reflexões aprodundadas. E farei isso, oportunamente, no devido momento. Mas, confesso-me, assaltado por dúvidas.

Ainda não entendi e por mais boa vontade que eu tenha, continuo sem entender, as razões desse pessoal que se insurge contra a atual direção de triticola? E sou insuspeito para falar nisso, até porque o vice-presidente da tritícola, o Bassin, é vereador do PSDB e sabidamente meu adversário político. Bassin é um exemplo de honestidade e honradez, assim como seu Evaristo.

Existe um debate pertinente na sociedade santiaguense sobre quem quebrou a tritícola? Existem teses, teorias e tudo mais. Existem versões e versões, mas a grande verdade, gostem ou não, é que a cooperativa foi a bancarrota, centenas de pessoas de boa-fé lesadas, confiança traída, produtores golpeados e tudo mais que é bem conhecido da sociedade santiaguense e regional.

E não foram os pequenos e médios, ligados à produção familiar, os responsáveis pela quebra desse outrora símbolo da economia santiaguense. Foram os grandes, foram justamente esses que - hoje - tumultuam as assembléias e que se insurgem contra os que estão juntando os cacos do que sobrou de um terremoto administrativo e tentando reconstruir uma proposta de cooperativismo diferenciada.

Esse pessoal dos grandes, ou dos que se acham grandes, todos conhecem suas posturas egoístas, fechadas, autoritárias, sejam eles de direita, sejam da esquerdinha, que só sonha em levar vantagem em tudo. Olham os pobres de narizes torcidos, só admitem em seus círculos fechados e sindicais quem eles medem por hectares ou número de vacas, não têm nenhum compromisso social com a cidade e só pensam em ganhar e ganhar, nao medindo consequências nessa busca desenfreada. Esses são os mesmos que sempre afundaram Santiago, que só pensam em si mesmo e ajudaram a quebrar a cooperativa, muitos metendo a mão em dinheiro dos associados e que até hoje se negam a pagar ou mesmo a prestar contas.

Eu, e creio que toda a imprensa de Santiago pensa igual, assisto a reorganização da cooperativa, ela começa a respirar, os funcionários estão recebendo, existe cheiro de organização e respeito no ar. Ademais, a cooperativa investe em ações sociais, apesar de tudo. Contribui com o florescimento de um pensamento crítico em Santiago, investe no fortalecimento da imprensa, enfim, faz como faz o SICREDI.

Alguém viu falar que esses tumultuadores, alguma vez na vida, tenham investido em algo que não fosse nos seus própros interesses?

Agora, sejamos francos. Esses detratores, que foram lá tumultuar a assembléia, espalham que tem isso e aquilo errado dentro da cooperativa. Mas, meu Deus, porque é que não agem com transparência perante a sociedade regional, indiquem o que está errado, levem às autoridades, tragam para a imprensa, saiam das sombras e aí sim poderá haver um debate transparente. Do contrário, existe é guerra de boatos, coisa de botequim, conversa de bêbados. Eu, particulamente, acredito na versão de que a cooperativa foi quebrada, que existe gente que pegou dinheiro e não pagou e que foi dado calote nos produtores. Portanto, confio na atual gestão.

E também noto que - agora - os colonos, pequenos e médios, das nossas colônias, das bandas de Nova Esperança, Vila Branca, Cerca de Pedra, Ernesto Alves, estavam lá na assembléia, não foram em camionetões, tá certo, mas foram ofendidos porque foram de ônibus de excursão, em ônibus locados. Acreditem.

Na cabeça dos ricos e latifundiários os pobres, pequenos produtores, colonos, não podem pensar com sua cabeças. Só que eles pensam, eles começaram a agir politicamentem, autonomamente, e isso tem enfurecido a elite que se acha dona dos pensamentos, corações e mentes em Santiago.