sexta-feira, 11 de junho de 2010

A agressão delinquente é a última tentativa de sujeitar opiniões e pensamentos quando não se têm mais argumentos

A agressão, o desrespeito e o vilipêndio cometidos contra a Professora MICHELE NOAL BELTRÃO, por alunos defensores da chapa de oposição, por duas vezes seguidas, revelam alguns componentes que até então a sociedade santiaguense e regional desconheciam.

A baixaria tomou conta e chama muito atenção a omissão de quem deveria ter agido diante da primeira agressão, e nada fez.

Esse fato é totalmente singular. Primeiro, porque estamos tratando de pessoas, em tese, educadas e que são a elite da sociedade regional. A Professora Michele apenas estava “armada” de sua educação e sua fineza, exercendo seu democrático direito de participar de um pleito aberto, o que é comum dentro do meio universitário e de todos os sistemas democráticos do mundo.

Então, o que a sociedade santiaguense e regional deve se questionar?

Por que ela foi desrespeitada, agredida, humilhada e vilipendiada em sua honra? Ela é uma Advogada, Mestra em Direito, coordenadora do curso de Direito da Universidade, pessoa decente, honrada, mãe exemplar, então por que a agrediram?

Quem são os agressores e agressoras?

Por que o silêncio da imprensa local? Medo da reação institucional ou estão tentando abafar esse escândalo?

Quem são os agressores? São marginais que fugiram dos presídios ou são alguns alunos da universidade, massa de manobra, presas fáceis da mentira, acríticos e acríticas, que não aceitam divergências, que querem impor suas vontades e opinioes a força, que querem calar os oponentes na base da agressão?

Por que esses alunos e essas alunas agiram dessa forma?

Não é descontrole eleitoral.

Quantas eleições, bem mais disputadas, já vivemos em Santiago e nunca tínhamos visto isso. Então, cabe refletir: que tipo de educação tem esse pessoal defensor da chapa de oposição que tenta calar os adversários na base do grito e da agressão? Quem é que os forma assim e quem lhes assegura essa suposta legitimidade?

Ninguém é bobo, em Santiago, para imaginar que esseas pobres criaturas estejam agindo assim, impunemente, sem que alguém os mande? De onde estão vindo às vozes de comando para desrespeitarem a opinião alheia e agredirem os adversários?

Cá entre nós. Eu já vinha alertando – nesse blog – sobre a péssima educação de alguns setores das licenciaturas da URI. Era só ver as agressões verbais que perpetravam contra minha pessoa. Agora, duvido que alguém assegure que eu estava exagerando. Essas agressões contra uma Professora da Universidade só corroboram o que sempre sustentei.

Esse mal não pode florescer. Imaginem o perigo que será a universidade nas mãos dessa gente. Vão promover perseguições, vão jogar uns contra os outros, e não faltará muito para ser chamada a intervenção da Brigada Militar, porque é questão de horas para estarem todos se carneando fisicamente.

Que triste esse capítulo do ensino universitário santiaguense, que cenas mais vergonhosas, que exemplos mais deprimentes.

Felizmente, a sociedade santiaguense está – agora – vendo quem é quem. Quem tem argumentos e quem é democrata e quem é adepto da baixaria, da agressão e do vilipêndio. A lição que se espera, desse lastimável episódio, é que a sociedade abra os olhos e que os professores da Universidade, os funcionários e os alunos que querem estudar e viver com honradez e dignidade, saibam extrair de tudo o que está acontecendo, uma exemplar lição e reflitam sobre o perigo de o comando da universidade cair nas garras desses que não aceitam – sequer – a opinião alheia. Desses que precisam agredir para calar uma voz que pensa diferente.

A História já nos mostrou onde a intolerância pode conduzir. Será que a cegueira bateu nossas portas e estamos entorpecidos?

Eu não tenho a menor dúvida, e sustento isso em qualquer lugar, que a má educação e a péssima formação desses alunos é produto da má educação de alguns professores, que ao invés de formarem para a liberdade, para a aceitação do convívio com os diferentes, ensinam – sim – é a intolerância, o radicalismo, a antidemocracia e a agressão como resposta contra aqueles os quais tentam sujeitar as opiniões e os pensamentos.