sábado, 20 de novembro de 2010

Andando com a morte

Eu custo muito a entender tudo e todos os mistérios que cercam a vida e a morte. Minha relação com a morte - a rigor - já é bem conhecida, não somos estranhos. Por outro lado, sempre que vivo envolto dessa atmosfera complexa chamada morte, noto que sei captar muito bem as mensagens (não sei de onde vêm) que recebo, são sensações, percepções, sei lá, um conjunto de indicadores...Eu sei que é difícil as pessoas comuns acreditarem, mas eu sei quando a coisa vai acontecer comigo e com os meus.

Nessa minha última viagem para ERECHIM eu vivi momentos de pavor, pois tudo indicava para um acidente, para uma tragédia. Como? Repito, não sei explicar, só sei que eu sentia o quadro que estava se armando. Se fosse por mim, não iria.

Entretanto, precisei ir, a Lizi tinha tudo agendado por lá e eu não gosto de assustá-la, portanto, não falei nada de minhas estranhas vibrações.

A ida foi tranquila, embora eu tenha me cercado de todas as cautelas e rigorismo absoluto. Entretanto, na volta, eis que o quadro aparece.

Estávamos entre ERECHIM e Passo Fundo e a Lizi pede para eu parar o carro, para ela colher umas palmeiras. Fui entrando no acostamento, parando, parando e finalmente parei. Cuirosamente, eu a ela cuidávamos pelo espelho para fazer o retorno, quando ao longo - uns 100 metros - dois caminhões se batem de frente e o caminhão tanque - em face da batida - segue se arrastando até onde estávamos com o carro parado.

Naquela fração de segundos, pois tanto eu quanto a Lizi assístiamos tudo, com um caminhão tanque virando em nossa direção, imediatamente percebi que aquela é era hora fatal a qual eu tanto tinha presentido. Não esperei pela morte, que afinal poderia esmagar nosso carro com a Nina na parte de trás. Acelerei e sai fora da pista, não dando margem a que ele batesse em nós.

Ufa, quando o caminhão passou por onde estávamos, nós, a salvos, embora o estrago na parte de baixo do carro, o pânico bateu na Lizi; ela tremia, eu também me assustei, mas nem tanto, porque eu sabia que uma tragédia poderia nos acontecer.  Eu tinha sentido, só por isso evitei.

Isso é estranho! Não sei explicar esse tipo de coisa.