Depois da chuva de ontem, apesar da umidade, amanheceu um dia com sol em ERECHIM. A Nina estranha um pouco essa troca contínua de lugares. Olha para o teto, olha para as paredes, corre os olhos e ante a estranheza, parece se refugiar em nossos braços. É sintomática sua postura.
Mas por onde ela passa, contagia a todos com sua simpatia. Faz sucesso, pois trata as pessoas com um largo e charmoso sorriso. O curioso, é que eu sou o avesso dela, não sou simpático e nem faço questão de ser; mas ela, não. É natural. Ontem, a nossa querida Pró-Reitora Rosane Vontobel veio nos visitar e ficou encantada com os sorrisos e a simpatia da Nina. A guriazinha é um barato.
Gente, o que eu recebi de e-mails sobre esse tal rodeio em pleno perímetro urbano...os moradores decididamente não gostaram da iniciativa. Diferentemente dos pacatos moradores do MONSENHOR que não têm boca para nada (???), os moradores da GASPAR DUTRA, SÃO JORGE e arredores, realmente exercem sua cidadania.
Na viagem, vi que o trevo de SÃO LUIZ GONZAGA, onde acidentei-me no ano passado, foi redefinido, redesenhado e agora os veículos não podem mais cortar direto como era antes, aliás, como é o TREVO DO BATISTA aqui em Santiago. Aliás, esse exemplo de SÃO LUIZ GONZAGA mostra o quanto nós, santiaguenses, somos medíocres politicamente e incapazes de pleitear uma simples placa de sinalização ou um redutor de velocidade no local.
Queria que nossos políticos fossem para o trevo num dia de semana, por volta das 12.45 horas da tarde até 13.15 horas para verem o desespero daquelas pobres crianças que sobem do MONSENHOR e da BONATTO. Os carros e caminhões que vão para SÃO BORJA trafegam em velocidades espantosas (mesmo no perímetro urbano da cidade) e não existe sequer sinalização antevendo a chegada do TREVO.
Pior do que não existir sinalização, são os plantios de flores, que prejudicam barbaramente a visão dos motoristas que andam em carros pequenos e baixos.
Nossa sociedade é uma corja de omissos e cínicos; dedicidiram embelezar o trevo, mesmo provocando um dano maior que é a dificuldade gerada aos motoristas pelo ofuscamento da visão, ninguém tem coragem de dizer que o embelezamento não deve se sobrepor à segurança. Acidentes sucedem acidentes e todos ignoram os acidentes, como se eles não pudessem ser evitados. Bota cinismo nisso. Preferimos viver a maquiagem da aparência à seriedade da essência. Nenhuma beleza florida vai mascarar a podridão no tecido social e seus valores corrompidos.
E por fim uma pergunta que cabe a todos nossos políticos: - por que é que não temos força nem de mexer num simples trevo?