Tem gente - aqui em Santiago - que nunca vê a crítica com bons olhos; eu - ao contrário - adoro a crítica, pois cresço com ela; mas eu sou eu e os outros são os outros.
Eu adoro, torço e valorizo as rádios locais. Sem exceção, até porque somos todos colegas das comunicações e porque - sendo santiaguense e bairrista - luto pelas nossas coisas e valorizo o que é nosso. Jamais uma crítica minha tem a intenção de destruir. Minha intenção, ao me expôr, é sempre edificante. Feito esse esclarecimento desnecessário, mas necessário...
Sexta-feira, viajando de Santiago até Unistalda, estava com o rádio ligado e pus-me a refletir longamente sobre os comerciais de nossas rádios. Primeiro, que seguem quase todos um padrão, a começar com a voz. Segundo, é um caos o despejo de publicidade. Terceiro, uma publicidade emenda na outra, e sequer conseguimos observar onde termina uma e onde começa a outra. As mensagens natalinas, então, parecem que foram produzidas em série. Não existe diferenciação, não existe criatividade, tudo parece emanar da mesma forma, apesar das várias emissoras. Isso é de uma pobreza singular.
Por outro lado, duvido que esse despejo de mensagens, onde uma emenda na outra, surtam algum efeito comercial em termos de atingir o público consumidor. Prá começo de conversa, duvido que algum consumidor fique atento (ouvindo) aquelas ondas de atentados aos nossos ouvidos. Quando começa aquela onda de comerciais, o que as pessoas fazem? Procuram uma outra emissora, é óbvio. Só que não se acha, o despejo é comum a todas.
Eu sei, eu sei, eu sei que as rádios precisam lucrar e essa é a forma concreta e injetar dinheiro. Mas...e o retorno publicitário e o compromisso com o ouvinte?
Sei lá, há muito tempo eu me rebelei e nunca mais escutei rádios locais, quando não são os crentes, são os comercais enfadonhos, uniformes, locutores gritando...
Só que existem - sim - formas inteligentes de fazer um bom merchandising de um produto ou mesmo criar-se uma propaganda inteligente, bem produzida e fora da mesmice, mesmo que isso implique numa nova formatação e maiores custos ... mas mais respeito com os ouvintes.
O que eu não consigo entender, em tempos de livre mercado, é a formatação padrão dos comerciais, as mesmas vozes aos gritos, as mesmas tonalidades, o mesmo tempo padrão e cronometrado, parece que uma copia da outra, só que não é cópia, é falta de criatividade mesmo...atropelo e necessidade de faturar sem qualidade. É a banalização da pieguice.
Que fiquem putos da cara comigo, descontem em mim, mas - pelo menos - deem uma repensada nessa coisa toda. Nosso pessoal é bom, aí está o Estado catarinense importando de pá nossos radialistas, que fazem sucesso por lá, ganham bem, são bem valorizados...e tudo mais. Só falta mesmo é uma agência que produza comercais de qualidade, bem concebidos, bem pensados, inteligentes...afinal aquela do POLISERVIÇOS LIMANA que está em tantos países estrangeiros é dose, (como se houvesse países que não são estangeiros).
O exemplo, sintetiza a falta de raciocínio e o atropelo. Raciocínio que eu falo, é uma redação inteligente e que tenha conexão lógica.
O exemplo, sintetiza a falta de raciocínio e o atropelo. Raciocínio que eu falo, é uma redação inteligente e que tenha conexão lógica.