segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Postagem sem título

Segunda-feira é sempre dia de recomeço; existe uma razão mágica instituída pela consuetudinação que todos nós sentimos, em nossas subjetividades, um ar de recomeço a cada vez que se abre a semana. Pode até não recomeçar nada, mas que existe a sensação, existe. Domingo à noite sempre se encerra com aquele ar melancólico, as mesmas práticas, as mesmas músicas, os mesmos programas de TV, os mesmos ritos, do culto ao churrasco, da missa ao risoto. Domingo é como a morte e o encerramento do que já foi. Segunda é a descoberta do que ainda não é. Existem sonhos e programações para toda a segunda-feira, para toda a semana.


Eu apenas fiz uma listinha de afazeres, sem grandes empolgações. Obviedades. Nessa segunda-feira será o primeiro dia da Nina na escolinha, a sacola dela está com as coisinhas arrumadas, tudo a pedido da direção da Escolinha. Coube a mim essa rara satisfação de conduzi-la nesse primeiro dia.

Algo muito forte incomoda minha alma e inquieta meu ser. É a busca tateada no breu, mas seja o que for, se for minha sina, deve ser buscada.

Por tudo, a sensação de morte do aspecto melancólico desse sentimento dominical que se encerra é muito forte. Pari passu, aquele outro sentimento de incerteza coabita.

Mas vamos em frente. Sou um blogueiro que há 8 anos me comunico com a sociedade. Logo, parto para o nono ano de blog e décimo primeiro ano de atividade na imprensa digital. Foi uma forma de comunicação, uma aposta e uma escolha. Tento semear a interação, colho muito desconforto, talvez mais perseguições do que interações propriamente ditas. Muitas vezes me questiono sobre o sentido de tudo, mas não gosto de pensar, pois o pensar, nesse aspecto da vida, me joga em profunda agonia.

Cai a madrugada em Santiago. Um vento manso sopra em nossa região, espanta o calor a parece aliviar o peso das almas. Tenho decisões fatais para tomar.
Sequer sei descrever o que estou sentindo, por isso essa será uma postagem sem título.