Eu recebi uma ligação curiosa agora há pouco. Queriam saber como eu soube da morte do tenente Marenda e se eu fui o primeiro da imprensa a chegar no local.
Pausa: Eu sou jornalista profissional registrado no MINISTÉRIO DO TRABALHO sob número 11.173. E registro, agora definitivo. Antes, era liminar. Nem que não fosse, não precisaria revelar minhas fontes, é o que me assegura a CF/88.
Lembro-me muito bem daquele domingo à noite. Eu tinha ido a Ijuí levar a Eliziane, que tinha passado os últimos 15 dias em casa. (Aliás, pela tomografia, ela engravidou dia 14 de setembro). Na tarde de domingo, dia 20 de setembro, saímos mais cedo, por volta das 13 horas em direção a Ijuí. O ônibus dela de Ijuí a Erechim era às 20.00 horas. E fomos mais cedo com o intuito de fazer uma longa investigação jornalística.
Não estava em Santiago, portanto, e uma fonte me ligou e me passou os relatos. Liguei para a Marta e pedi para ela falar com o Leonardo, Jornal Correio Regional, e ele foi para o local. Eu segui a viagem de retorno a Santiago e quando cheguei no local, já estava a área isolada e as autoridades civis e militares adotando os procedimentos.
É CLARO QUE A FONTE ERA MILITAR. É ingenuidade achar que as pessoas não se comunicam. Ainda há pouco, explicava ao amigo Rafael que recebo mais de 200 e-mails por dias.